Se não sentires a poesia, se não sentires a beleza de uma obra, se uma história não faz com que queiras saber o que acontece a seguir, então o autor não escreveu o livro para ti.
sexta-feira, 30 de junho de 2023
O jovem Törless - Robert Musil
sábado, 24 de junho de 2023
Cotovia - Deszo Koaztolányi
SOBRE O AMOR DOS PAIS PELA FILHA E DA FILHA PELOS PAIS OU A OBRIGAÇÃO DE ALTERAR A VIDA POR CAUSA DOS FILHOS
PRIMEIRO
Dois velhos e uma filha. Ela, Cotovia, vai passar uma semana a casa do tio Bozso Béla, em Tarko.
SEGUNDO
Moram em Sárszeg. O pai chama-se Vajkay Ákos. Sabia que Cotovia não era linda e perdera a esperança de a casar. O nome real dela é Szánta Pacsirta. E é agora uma solteirona. Levam-na ao comboio e choram na despedida. Choram muitas vezes, aqueles pais. Ela vai num compartimento com um jovem e um padre. Chorou convulsivamente durante grande parte da viagem. Chegou e acompanhou o tio Béla.
TERCEIRO
Ainda na estação, Vajkay Akos e Antonia sentem falta da filha. Tentam evitar o chefe da estação, Cifra Géza, que há 10 anos esteve pensado para casar com a filha, mas afastou-se quando a aldeia começou a falar no assunto.
Vajkay é reformado. Gosta de estudar agenealogia.
QUARTO
Akos e a mulher vão jantar ao restaurante Magyar Király, onde veem ilustres personagens de Sárszeg: Ijas Miklos, redator do Boletim de Sárszeg; Fuzes Feri que vai ser convidado para um duelo; Kornyey Balint, terrivelmente corpulento, comandante dos bombeiros, presidente do grupo Panteras, amigo de juventude de Akos; o Senhor Weiss e Companhia, que anda sempre sozinho; Malyvady, professor de Matemática; Szunyogh, professor de Latim; Szolyvay, o celebrado cómico; o galã Zányi Imre.
QUINTO
Akos come. O casal não foi à missa. Voltam a comer no restaurante. Kornyey Balint convida-os para a mesa dos panteras. Lá a mulher de Akos conhece o galã Zanyi Imre.
SEXTO
Aracsi, o diretor de teatro, surge e convida Akos e a mulher para irem ver as “Gueixas”. Zányi Imre está apaixonado por Orosz Olga, a grande diva, mas ela vai casar com Kárazs Dani.
SÉTIMO
Akos vai almoçar com o governador. A mulher não: foi almoçar a casa da Sra. Zahoczky, viúva presidente da Associação de Mulheres Católicas. Às seis juntou-se à mulher e foram à praça Széchenyi onde entre outros encontraram o jovem Ijas Miklas, poeta e redator do Boletim de Sárszeg que os acompanhou a casa: parece gostar de Cotovia.
OITAVO
Uma carta de Cotovia. Está bem em casa dos tios, no campo. Chegaram 4 visitas, os Thurzó: duas raparigas e os pais. Uma delas tem 16 anos e passa o tempo todo com o primo de Cotovia.
Akos sente ódio pela devassa Orosz Olga.
NONO
A jantarada dos machos: os homens vão jantar sem as mulheres. Akos, joga, ganha e embebeda-se. Encontra Cifra Géza, na noite, numa esplanada, e apetece-lhe bater-lhe, mas não o faz. Passa pela porta de Orosz Olga: debaixo da janela Kárasz Dani, o filho, canta-lhe uma serenata.
DÉCIMO
Chega bêbedo, às 3 da manhã, a casa: diz à mulher, pela primeira vez, que lamenta muito, mas a sua filha é muito feia.
DÉCIMO PRIMEIRO
Vão esperar por Cotovia, mas o comboio está duas horas atrasado.
Os panteras aparecem na estação: faz-se o resumo do que aconteceu aos bêbedos na noite anterior. Muitos deitaram-se às 9h da manhã.
DÉCIMO SEGUNDO
Akos e a mulher sozinhos de novo já estação à espera de Cotovia. Está chega: traz uma gaiola com uma pomba. Vão a pé para casa. Ijas Miklas vê-os passar, escondido, e escreve: “os Vaklay passeiam com a pobre Cotovia…”. Ijas tem uma ligação a uma comediante, Lator Margit, amante de titi Féher, o banqueiro do Crédito Agrícola de Sárszeg.
DÉCIMO TERCEIRO
domingo, 11 de junho de 2023
A Ilha - Sándor Márai
Rodeado pela azáfama das muitas famílias de alemães e outras em férias no Hotel Argentina, em Dubrovnik, Viktor Henrik Askenasi, respeitado professor de grego e de línguas da Ásia Menor no Instituto de Estudos Orientais de Paris, suporta com dificuldade o calor sufocante do verão na costa da Dalmácia.
Apanha um escaldão e sente muitas dores.
Ao sair do hotel e apanhar o barco vai com a sensação de ter perdido algo. Viaja sozinho.
ANALEPSE
Perto dos 50 anos, o professor iniciou uma viagem solitária pelo Mediterrâneo, levado por uma preocupação que sempre o agitou, e que o levou, alguns meses antes, a fazer uma mudança radical na sua vida.
Aos 47 anos achara que amava uma bailarina que conhecera há um ano. Os amigos e a família tentaram demovê-lo, mas sentia-se rejuvenescido e por vezes feliz. Viveu com a bailarina, ensinava, trabalhava.. mas foi expulso da universidade por viver em subversão das normas sociais. Eliz era a bailarina. Conheceram-se na rua. Ele ajudou-a e acompanhou-a a uma pensão. Regressou a casa de manhã e Anna, a esposa, esperava-o silenciosamente. Anna deitou-se e ele com ela: e consumou o ato, mas não havia mistério ali, conheciam-se demasiado bem. E continuou com a amante bailarina. Mas a nova felicidade era complexa: Anna ficava cada vez mais desconhecida e Eliz cada vez mais familiar e menos misteriosa. E sabia que não poderia nunca voltar para Anna.
Apesar de ter encontrado um paraíso de liberdade e de estar disposto a aceitar as consequências das suas ações como um passo inevitável no caminho da realização, Viktor descobre que esta liberdade tem uma outra face imprevista que o desconcerta.
Surpreendeu-o o carácter complexo da felicidade. Mas já tinha abandonado o lar, agora havia que passar pela fase da felicidade e, depois, assim pensou, iria chegar a algum lugar.
Pediu uns tempos de licença sabática. Com Eliz sentia que também a satisfação não era completa, mas era mais domais com Anna. Com Eliz viveu em grande anarquia social e económica, de conversas e conhecimentos. Mas continuava sem respostas para as suas perguntas. Apenas o corpo de Elis lhe dava respostas. E um dia abandonou-a também. Ela, ao contrário de Anna, fez uma cena de humilhação e ameaçou-o de que ele nunca seria feliz com outra.
Viveu sozinho durante uns tempos. Sem pensar em Eliz, nem em Anna.
Askenasi deixa de ouvir grego e de relembrar Anna. Mas lembra-se de Eriz. Consulta o médico e este diz-lhe para descansar. Anna visita-o para o perdoar mas ele repudia-a. Viaja então!
P. 108 - FIM DA ANALEPSE
O gato que salvava livros - Sosuke Natsukawa
quinta-feira, 8 de junho de 2023
Trilogia - Jon Fosse
I
Na primeira novela, Asle e Alida vagueiam exaustos no frio, na chuva e na escuridão do fim de Outono pelas ruas de Bjørgvin em busca de um abrigo. Apesar de Alida estar grávida, ou justamente por isso, todas as portas se fecham.
O início de Trilogia ganha contornos de uma parábola bíblica, ressoando a história de Maria e José, não fosse os contornos macabros indiciados gradualmente, pois na sua fuga ao passado em Dylgja e na chegada a uma nova morada Asle deixa um rasto de morte.
Asle e Alida vagueavam pelas ruas de Bjorgvin. Alida está prestes a dar à luz e ninguém lhes dá guarida. Vêm de Dylgja.
É filha de Herdis do Penhasco e de Aslak. Este desapareceu quando ela tinha 3 anos. Tem uma irmã, Oline, 2 anos mais velha.
Asle é filho de Silja e de Sigvald: este desapareceu no mar e a mãe morreu há um ano, tinha Asle 16 anos.
Asle ficou com o violino do pai. Depois Alida foi viver com ele na casa do Ancoradouro, que tinha sido emprestada ao pai, que era pescador. Mas o dono volta e expulsa-os. Vão a casa de Herdis, mas acabam por fugir para Bjorgvin: não se sabe se Asle roubou o barco ao dono da casa do Ancoradouro e se agrediu ou matou Herdis, para sair com as notas que Alida tinha tirado do frasco oculto da mãe.
Conheceram-se num baile onde Asle e o pai foram tocar violino.
Em Bjorgvin não arranjam onde dormir e chega a noite e a chuva. E entram para a casa de uma velha: não se sabe o que fez Asle à velha. Aquecem-se ao lume e dormem.
II
Na segunda novela, Asle e Alida chamam-se agora Olav e Åsta Vik. Apesar do sonho de refazer a sua vida neste novo lugar, o passado persegue Olav, na figura do Velho, que promete manter o segredo em troca de uma cerveja.
Dormem dormem e dormem. Alida acorda e sente as dores do parto a aproximar-se. Asle vai procurar uma parteira. Encontra um homem que lhe diz para ir com ele. Dirige-se à casa da Parteira-Nova, a casa onde Alida e Asle dormiram. Como ela não está, o homem diz a Asle que tem de ir a casa da Parteira-Velha, em Stukevika. Está vem e como encontra a Parteira-Nova, faz ela o parto. Nasce Sigvald.
OS SONHOS DE OLAV
Asle é agora Olav e Alida é Asta e vivem em Bargen. E Olav vai a Bjorgvin comprar anéis e é seguido por um velho, o homem que andava na rua. Este acusa Olav de ter morto 4 pessoas: o pescador da casa do Ancoradouro, a mãe e a irmã de Asle e a Parteira-Nova. Asle nega.
Na Casa dos Petiscos o velho diz a Olav que sabe que ele é o Asle mas se ele lhe pagar uma cerveja não diz nada a ninguém. Olav nega.
Conhece também Asgaut que lhe mostra uma pulseira que comprou. Saem todos. Agora Olav já quer ir comprar uma pulseira e não os anéis, para Asle. Caminha e uma rapariga pergunta-lhe se não a conhece (ele e Alida tinham batido à porta dela e ela tinha negado entrada a Alida). Ela quer que Asle vá com ela. Ele rejeita-a.
Reencontra Asgaut e vai comprar a pulseira. A seguir volta à Casa dos Petiscos com Asgaut e reencontra o velho que o ameaça de novo. Sai e procura um sítio para dormir. Uma velha parada na rua oferece-lhe dormida. Ele vai com ela e em casa dela está a rapariga que o quis. E que o quer. E a velha pede dinheiro a Olav e ele diz que não tem. E a velha e a filha discutem sobre quem será o pai dela. E a velha expulsa a filha. E entra o velho, o que diz que sabe o que fez Olav. E diz à velha para ir chamar a Lei. Dois homens da lei vêm e levam Olav. Passam pela rapariga, que exibe a pulseira que roubou a Olav. E levam-no para uma cave e o velho é o Carrasco e Olav é enforcado, enquanto relembra todas as pessoas.
Na terceira novela, cabe a Ales, filha de Alida, revelar-nos um pouco do que sucedeu, depois do final da segunda novela, e assim encerrar o ciclo, ao mesmo tempo que parece ser visitada pela alma da mãe.
FADIGA
O que aconteceu depois de Olav ser enforcado?
Apesar dos anos de intervalo entre as narrativas, subjaz-lhes uma unidade lógica, acompanhando as mesmas personagens em momentos distintos da sua vida, particularmente críticos nas duas primeiras histórias. Nessa unidade conflui ainda a linguagem, simples e lírica, numa prosa que se extravasa ao sabor do fluxo da consciência. As frases distendem-se infindamente, com pausas formais ditadas pelo diálogo das personagens, e a recorrência e a repetição contribuem para um ritmo circular. O próprio tempo esbate-se, entre constantes analepses, sonhos, alucinações e visões de futuro.
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Muerte de Sevilla em Madrid - Alfredo Brice Echenique
Uma companhia de aviação instala-se em Lima e faz um sorteio: uma viagem para um peruano que tenha nome de cidade espanhola.
Sevilha é um peruano que trabalha num escritório, quase anónimo, e vive com a tia. Não teve posses para estudar na universidade.
No colégio Santa María, na adolescência, foi feliz com o amigo Salvador Escalante, nomeadamente na viagem a Huancayo. Mas Salvador morreu, de acidente: adormeceu a conduzir, de madrugada.
O gerente escolhido pela companhia de aviação era um conde, da Avenida, o águia imperial. Aos 50 anos, vivia numa penthouse e sentia-se importante nas festas sociais. Foi ele que organizou o sorteio para a inauguração da companhia de aviação.
Sevilla foi escolhido. Não queria viajar, a pedido da velha tia. Mas o RP Cucho Santisteban anunciou-o…
E o conde viu à sua frente um homem feio e insignificante.
Muerte de Sevilla en Madrid”, también compilado en su antológico libro Cuentos, es la triste historia de un cándido tontorrón y su diarreica y desalmada desventura. Mediante el contraste de varios tiempos y situaciones paralelas que oscilan entre el pasado y el presente, Alfredo Bryce Echenique esboza, sobre todo, la secuencia y el trasfondo que inducen el súbito y sorpresivo suicidio de Sevilla, el protagonista. |
Leandro, Rei da Helíria
Leandro, Bobo, Hortênsia, Amarílis, Violeta, Felizardo, Reginaldo, Simplício, Pastor
ATO I
CENA l
Rei Leandro teve um sonho. O bobo diz-lhe que os sonhos são recados dos deuses. O rei diz que às vezes gostava de estar no lugar do bobo. Ele ironiza.
O rei conta que a coroa, o manto, o cetro estavam no chão cada vez mais longe e o rei corria mas não saía do mesmo sítio.
CENA ll
Entram Hortênsia e Amarílis, as princesas, e as aias.
Conversam e o bobo, que é desvalorizado por todos, descai-se e confessa que Hortênsia lhe pediu que criasse umas trovas a gozar com Amarílis, a chamar-lhe galinha, jumenta, sonsa.
CENA III
Violeta não quer que a considerem criança. É a princesa mais nova e quer casar com o Príncipe Reginaldo que diz que quer casar com ela.
As irmãs dizem que ela não pode deixar o rei sozinho e que Reginaldo não tem qualidades e é tresloucado.
CENA IV
O príncipe Felizardo, noivo de Amarílis, e o príncipe Simplício, noivo de Hortênsia. O Felizardo gaba-se dos 32 dragões que matou em ação e 365 a dormir,…
Perguntam ao rei quando podem marcar a boda e o rei diz que é quando quiserem, apesar de se sentir triste por se ir separar das filhas.
E diz que durante a festa pode haver uma grande surpresa!
CENA V
Violeta e Reginaldo. Este quer saber se o rei já autorizou que se casassem, mas Violeta diz que o pai anda perturbado e que não é o momento certo para o incomodar com o casamento deles. Além disso teve um sonho: havia muito barulho, luta, espadas e a voz do rei a chamar pelas filhas. Amarílis e Hortênsia riam-se e o rei não via Violeta, que lhe estendia a mão.
Decidem adiar o pedido de casamento para depois dos festejos dos casamentos das irmãs.
CENA VI
Coros dos criados e das criadas explorados.
CENA VII
Reginaldo, Felizardo e Simplício discutem o que é mais valioso: 256 bois e 256 vacas e muitas posses e ouro ou, como afirma Reginaldo, o amor e a gratidão?
CENA VIII
Hortênsia e Amarílis entram. Felizardo diz que conversavam sobre qual das duas ia ficar mais rica. Reginaldo diz que Violeta será certamente a que vai ficar mais amada.
CENA IX
Entra Violeta. Amarílis diz a Hortênsia que os maridos se fizeram para terem sempre as bolsas abertas e as bocas fechadas.
CENA X
Rei conta o sonho: viu o manto levado pelo vento, a coroa arrastada pela fúria das águas, o cetro arrancado por forças invisíveis. Os sonhos são recados que os deuses nos mandam. O rei acha que os deuses querem que deixe de reinar. Há momentos em que quer ser como um habitante vulgar a gozar a vida. E acha que já merece descansar.
Dará o seu reino à filha que demonstrar ter maior amor por ele.
Amarílis diz que o ama mais do que ao sol, à luz dos seus próprios olhos e a Felizardo.
Hortênsia diz que morreria por ele e que o seu amor é maior do que a imensidão das águas e dos céus.
Violeta diz que como o que não tem fim não se pode medir, não sabe definir o amor que sente pelo pai, mas acaba por dizer que precisa dele como a comida precisa do sal.
O rei fica desiludido com a resposta e diz que nunca mais a quer ver.
XI
O escrivão escreve que Violeta será banida do reino e da memória do povo. E que nem mais uma violeta seja plantada nos jardins do reino. Reginaldo diz ao rei que irá com Violeta e irá casar-se com ela.
O rei diz que ela agora é uma plebeia e que não quer saber.
O rei afirma que Amarílis e Hortênsia são agora as rainhas do Norte e do Sul do reino. O rei viverá seis meses em cada reino, apenas na companhia do bobo.
No final do ato, as duas irmãs discutem qual das duas irá aturar primeiro o “velho”!
ATO II
I
Passados muitos anos, o rei e o bobo caminham pela estrada. Vestem farrapos. O rei foi escorraçado pelas filhas e anda a pedir esmola e abrigo. Abrigam-se numa gruta.
II
O bobo conta ao pastor, na gruta, como tudo se passou: o pastor diz que a sua Briolanja conta que “Grande vai o mal na casa onde não há sal!”.
III
FLASHBACK: Amarílis e Hortênsia discutem: nenhuma delas quis continuar a receber o pai, depois de ele passar 6 meses no reino de cada uma: ambas detestaram tê-lo no seu reino (ambas argumentaram mesquinhamente para justificar o desprezo pelo rei).
IV
O bobo conta o que aconteceu, ao pastor. E este pergunta por Violeta. O rei dorme. Está cego. O bobo acha que não é possível reencontrar Violeta. O pastor diz “Havias de gostar do meu reino!”
V
O pastor afinal chama-se Godofredo Segismundo e é súbdito de Violeta e Reginaldo e diz a Violeta o que se passou na gruta e que tem a certeza de que o rei e o bobo vêm aí porque lhe disse “Havias de gostar do meu reino!”
VI
FLASHBACK: O pastor explica, na gruta, onde fica o seu reino,onde todos são livres e felizes. O rei murmura que em toda a parte há tristeza e miséria e injustiças.
VII
Violeta diz a Reginaldo que vai receber o pai, apesar de o marido lhe pedir para não o fazer. Combina com o pastor fazerem o que estava há tantos anos pensado: receber o rei sem “revelar a identidade dela”.
VIII
O rei e o bobo chegam ao reino de Violeta e de Reginaldo sem saber que eles são os reis. O rei está cego mas reconhece o cheiro agradável de um reino onde se vive bem.
IX
O rei não se lembra do pastor e da gruta e afirma que não tem filhas (ou porque está velho e a ficar sem memória, ou porque prefere ignorar que algum dia as teve). O pastor recebe-os. O rei diz que cheira a… Entram Violeta e Reginaldo.
X
Cheira a violetas! O rei pensa que as vozes de Violeta e Reginaldo não lhe são estranhas. Continua a afirmar que é o rei da Helíria. Reginaldo diz ao rei que a Helíria já não existe: foi dividida em dois reinos e as duas irmãs expulsaram o pai e agora estão em guerra uma com a outra. O bobo acusa o pastor de ter contado tudo ao rei Reginaldo.
XI
O banquete de receção aos dois convidados começa. O rei recusa todos os pratos (javali, borrego, truta, …) que lhe trazem. Acha a comida intragável. Violeta revela que isso acontece porque a comida não tem sal. O rei ouve vozes antigas: “Quero-vos como a comida quer ao sal” e “Fora do meu reino, filha maldita!
E percebe tudo…