quinta-feira, 3 de julho de 2025

A Festa no Jardim e outros contos - Katherine Mansfield

 





 

NA BAÍA *****

I Um dia na baía de Crescent, New Zeeland

II De um bungalow corre de manhã Stanley Burnell a mergulhar no mar. Já lá estava Jonathan Trout. Stanley tenso sentiu que o banho estava estragado e foi embora. Trout ficou descontraído a censurar a seriedade e o stress de Stanley.

III Stanley toma o pequeno almoço já vestido para apanhar a diligência. Está com a cunhada Beryl, irmã de Linda. Chega a Sra. Fairfield, mãe dele, com as 3 netas: Kezia, Isabel e Lottie. Ele sai. As mulheres, incluindo Linda, a esposa de Stanley, e Alice, a criada, ficam relaxadas, sem ele.

IV Na praia, as 3 meninas já não brincam com os Samuel Joseph, mas com Pip e Rags, filhos dos Trout.

V Na praia, as mulheres, incluindo a tímida Beryl, com a Sra Kember, manienta, 10 anos mais velha que o marido, Harry Kember, que é conhecido pelo seu encanto e pouca fidelidade à esposa.

VI Linda deitada no jardim do bungalow com o bebé. Ama Stanley mas não ama os filhos e receia ter mais.

VII Kezia e a avó dormem a sesta.

VIII A criada Alice vai visitar a Sra. Stubbs. 

IX As crianças jogam cartas no barracão do jardim.

X Jonathan, super bem-humorado, empregado de escritório, conversa com Linda, a cunhada, sobre como é terrível ter 15 dias de férias e 11 meses e uma semana fechado no trabalho.

XI Regressa Stanley, na diligência, com remorsos por não se ter despedido de Linda de manhã.

XII Quando já todos dormem, Beryl está acordada no seu quarto a pensar na sua solidão e a desejar… E sai para o jardim quando Harry Kember a chama baixinho.

 

https://rascunho.com.br/colunistas/o-canone-na-mochila/na-baia/

 

FESTA NO JARDIM *****

Os homens vêm instalar a tenda. A mãe e as 3 filhas, Meg, Jose e Laura, estão para tomar o pequeno-almoço. A jovem Laura simpatiza com eles e acha que seria melhor dar-se com eles do que com os rapazes patetas da sua classe social.

Chegam flores, profiteroles e decoração para a festa no jardim. 

O condutor da pastelaria Gober informa que morreu um jovem que caiu de um cavalo que se assustou com um trator e que deixou mulher e 5 filhos. Mora mais abaixo, numa ruela sórdida, nojenta e cheia de gente pobre(onde até o fumo que sai das chaminés é pobre). Laura fica chocada e quer cancelar a festa, mas a mãe e Jose acabam por a convencer de que isso não adianta nada e ela decide pensar no acidente depois da festa. 

E a festa foi um sucesso, com uma banda e gelados e muitos convidados.

Depois de toda a gente sair, o pai de Laura, o Sr. Sheridan, conta o acidente e entristece Laura novamente. A mãe decide levar sanduíches e os restos da festa num cesto à família enlutada. Laura fica surpreendida. E foi ela sozinha que foi à casa do morto levar o cesto…

The Garden Party

 

 

AS FILHAS DO FALECIDO CORONEL

As filhas do falecido coronel ficam atónitas quando percebem a liberdade que ganharam para tomarem as suas próprias decisões e fazerem as suas escolhas sem dependerem do pai.

 

O SR. E A SRA. POMBO ****

Reginald terá alguma hipótese de ver a sua paixão correspondida por Anne? Ela diz que não gosta dele da maneira que ele gostaria, porque se fossem um casal seriam como o Sr. Pombo e a Sra. Pombo. Mas…

 

A RAPARIGA

O narrador está na escada do casino. A Sra, Raddick pede-lhe para levar o filho Hennie a lanchar e que volte dentro de uma hora, enquanto ela e a filha, “a rapariga”, vão jogar no casino. Contudo volta daí a 5 minutos, porque não deixaram a rapariga entrar porque não acreditaram que ela tivesse 21 anos. De facto, ela tinha dezassete e foi com o irmão e com o narrador lanchar…

 

A VIDA DE MA PARKER

Ma Parker é a mulher de limpeza, uma vez por semana, de um literato, que suja tudo e nada limpa. Foi casada com padeiro de quem teve 13 filhos: 7 morreram, e os outros perderam-se na vida. O último neto, o Lennie, morreu agora. O literato fala com ela de vez em quando, para aceder, sem grande atenção, a um momento da Vida real. 

Nem para chorar a morte do neto, Ma tinha um espaço seu!

 

CASAMENTO MODERNO

Isabel mudou! William só a vê nos fins de semana e aos filhos e tem de a partilhar com os amigos dela, na casa de campo.

 

A VIAGEM

Depois de lhe morrer a mãe, Fenella é entregue pelo pai à velha avó e ambas viajam de barco e vão ter com o avô.

 

A MENINA BRILL

Todos os domingos à tarde, com a sua estola de arminho, vai ao parque ouvir quem passa e lá está. Neste domingo algo desagradável acontece-lhe…

 

O SEU PRIMEIRO BAILE

Leila foi ao seu primeiro baile, com as Sheridan: Meg, Jose e o primo Laurie. Dançou com vários parceiros e com um homem gordo que lhe disse coisas que a entristeceram, até voltar a dançar com outro parceiro novo e ágil…

 

A LIÇÃO DE CANTO *****

A menina Meadows, professora de canto, recebeu uma carta desesperante como uma faca: “Amo-te muito, tanto como se pode amar uma mulher, mas a ideia de me casar causa-me repulsa pesar…

 

O DESCONHECIDO

O Sr Hammond espera pela Sra. Hammond no cais. Ela vem num transatlântico e há duas horas que o barco está parado ao largo: um médico tinha ido de terra para lá. O que teria acontecido? Iria o Sr. Hammond conseguir estar a sós de novo com a esposa, no quarto de hotel que reservou, antes de partirem para casa, para junto dos dois filhos?

 

FERIADO OFICIAL

Todos saem à rua, bem-vestidos e animados, há vendedores que gritam, todos se exibem atraídos… por quê? Para quê?

 

UMA FAMÍLIA IDEAL

A esposa, Charlotte, e Lola e as outras filhas, Ethel e Marion, do velho Sr. Neave querem que ele se reforme e passe a empresa para o filho, o belo e idolatrado Harold.

 

A CRIADA E A SENHORA

A criada que acabou por não se casar por a senhora precisar dela.

 

MAIS TRÊS CONTOS

PRELÚDIO

As miúdas Kezia e Lottie tiveram de ficar em casa da Sra. Samuel Josephs a brincar com os filhos dela. Os pais e a avó foram na carruagem com Linda Burnell e com as tralhas desta. Iam mudar de casa. Kezia e Lottie iriam depois na carruagem com o homem das mudanças.

Stanley e Linda e Beryl, irmã de Linda. A Sra. Fairfield, mãe dele, com as 3 netas: Kezia, Isabel e Lottie.

Linda e Stanley parecem continuar apaixonados. Linda não tem paciência para as filhas. Beryl sente-se infeliz pelo isolamento da casa.

 

O CANSAÇO DE ROSABEL

Rosabel trabalha numa loja de chapéus e regressa a casa cansada e adormece a imaginar que o homem que foi à loja com a noiva comprar o chapéu…

 

FELICIDADE *****

Berta Young sente que está a atravessar uma fase de grande felicidade e de ânsias de viver, tem um bebé ao cuidado de uma ama, convidou os Norman Knights, Eddie Warren e Pearl Fulton para jantar e o marido, Harry, ligou a dizer que vai chegar 10 minutos atrasado.

Bertha sente-se atraída pela misteriosa Pearl, ao contrário de Harry, que a acha desinteressante…

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Em ausencia de Blanca

 


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En ausencia de Blanca 

Mario é um jovem funcionário público que vive dedicado ao seu trabalho e à mulher, Blanca. Ele encarna a simplicidade, a paz do lar, a força; ela representa o lado requintado da vida, mas também a instabilidade.


1 Mario afirma que a mulher que está com ele e fala com ele e o beija e dorme com ele é muito parecida com Blanca em muitos aspetos, mas não é Blanca.

2 Mario López era casado com Blanca. Ele trabalhava num escritório, em Jaen, perto de casa e saía todos os dias às 3h para estar em casa rapidamente e estar com ela nas 10 horas seguintes, até adormecer durante 7 horas.

Na única vez que discutiram ela acusou-o de se contentar com pouco. Ele disse que ela para ele era tudo o que precisava e ela fez as pazes com ele.

3 Mario é muito inferior a Blanca, culturalmente. Ela pediu por exemplo para irem a Madrid ver uma exposição dedicada a Frida Khalo e Mário disse que não tinham dinheiro para tal extravagância. 

Ela é mais de esquerda do que ele.

Mario sente ciúmes de Lluís Onésimo, dramaturgo acabado de chegar a Jaén, de quem Blanca falou que iam conhecer.

4 Mario oferece boleros de Moncho a Blanca no dia de anos e ela gostou e convidou-o para dançar.

5 Mario apaixonou-se por Blanca mal a conheceu. Ela namorava com  Naranjo, um pintor maldito, e andava sempre bêbeda e destroçada. Naranjo ficou famoso graças a ela, mas foi para Madrid e envolveu-se com rapazes. Ela desfez-se. Mario conquistou-a com o cuidado que teve com ela, impedindo-a de se perder. Ainda hoje o faz.

6 Mário conheceu-a num bar, o Chinatown, numa despedida de solteiro a que ele foi com os colegas do escritório. Ela estava podre de bêbeda, vomitou e atrelou-se ao carinho e ao cuidado dele. Ele levou-a a casa, já apaixonado, ela adormeceu e ele saiu sem deixar o contacto.

7 Mario teve uma noiva chamada Juli que o abandonou seis meses antes de se casarem.15

Ao ver agora Blanca interessar-se tanto por Onesimo, a ponto de deixar de se interessar por Frida Khalo e de se ter oferecido para o ajudar a montar a exposição dele, Mario pressentiu que Onésimo lhe ia roubar Blanca!

8 Durante dias e dias tomou conta dela, ia a casa dela, limpava a casa, ela adormecia e ele ia pra casa, cada vez mais apaixonado e desejoso.

Decidiu não a procurar durante alguns dias e ela foi ao escritório dele e deu-lhe um longo beijo nos lábios, à frente dos colegas dele.

9 Blanca está tão assoberbada com Onésimo e a sua exposição que já não espera por Mário, às quinze horas e não parece a mesma Blanca por quem ele se apaixonou.

10 Mario esperava que quando acabasse a exposição e Onésimo se fosse, poderia reconquistar Blanca e fazer com que voltasse a ser a Blanca de antes. Mas um dia atrasou-se e chegou a casa às 15h30 e ela não estava, nem a sua mala de viagem! E foi ao estúdio dela e ela também não estava lá. Adormeceu e quando acordou…


terça-feira, 10 de junho de 2025

Empúsio, Olga Tokarczuk



1 Hospedaria para cavalheiros

Mieczyslaw Wojnicz, católico, estudante no I P Lviv, nascido em 1889, viaja para o sanatório de Gorbersdorf, aconselhado pelo dr Sokolwski, para tratar das suas enfermidades. Uma delas é o medo de ser espiado. Hospeda-se na hospedaria de Wilhelm Opitz, enquanto aguarda a transferência para a Kurhaus, o sanatório. Opitz carrega-o ao colo para o quarto.

É depois consultado pelo dr Semperweiss, transportado na carruagem do jovem Rajmund. Antes de ser visto pelo médico foi preparado pela enfermeira Sydonia Patek.

Tem um princípio de tuberculose.

2 Schwarmerei

Wojnicz regressa à hospedaria. Viu a mulher de Opitz, que o tinha servido de manhã, morta numa maca: Opitz, indiferente, diz que ela se enforcou há uma hora.

O cadáver fez-lhe lembrar a sua ama Gliceria, mulher muito gorda, que o criou depois de a mãe falecer (o pai nunca quis voltar a casar).

Ao jantar, descritas inicialmente as pernas e os sapatos dos comensais: August August, professor de Clássicas, Frommer, Trilogia Von Hann, estudante de Berlim, 

da idade de Wojnicz, e Konigsberg, um homem elegante. Opitz é o último a sentar-se. A carne estava dura e o jantar tenso, até que Opitz trouxe a Schwarmerei, uma bebida caseira.

3 A distância de um faisão

Durante a noite, o jovem Thilo informa Wojnicz que tem havido muitas mortes, o que é suspeito.

4 Doenças do Peito e da Garganta

Funeral da mulher de Opitz, no cemitério de Langwaltersdorf.

5 Os buracos da Terra

Dois polícias vieram de Breslau questionar sobre a morte da mulher de Opitz.

Thilo diz a W que Opitz a atormentava, e lhe batia e a obrigava a dormir na cave. W acha que está a inventar.

No dia seguinte, W está sozinho na hospedaria e vai investigar. Descobre o quartinho da esposa de Opitz é um quarto onde há um cadeirão com fivelas nos braços, que serve certamente para prender quem lá estiver sentado!!

Opitz oferece umas botas altas de montanha a W.

Vão todos fazer um piquenique e uma foto conjunta na montanha, onde há buracos musgosos…

6 Os pacientes

7 Ai de mim Ai

Thilo e W visitam o cemitério de Langwaltersdorf e W descobre que num talhão, além do irmão de Opitz, que morreu com 18 anos, todos os mortos morreram na mesma data, há muito pouco tempo, novembro de 1908.

8 Sinfonia de tosse

Apesar de dizer que não vai descrever mais nada, o narrador descreve as tosses que W ouve noturnas. Às vezes vai para o quarto que era da Sra. Opitz e deita-se lá e toma valeriana.

9 Tuntschi

Bela descrição de W, Opitz e Thilo a apanhar cogumelos na floresta.

Encontram tuntschi: bonecas feitas de pedras, ramos e madeira, usada para os carvoeiros e os pastores se aliviarem, por passarem tanto tempo solitários. Percebe-se que W é virgem e não sente desejo ainda.

Se mudar da hospedaria para a Kurhaus, W pagará o dobro do que paga.

Antes de regressar à hospedaria, sozinho na orla da floresta, W encontrou uma puppe Tuntschi e admirou-a, mas sentindo-se observado (apesar de não o estar) saiu dali a toda a pressa.

10 O auge da geometria

Thilo mostra imagens geométricas e ilusões de ótica a W e este fica muito espantado. Frommer conta que na primeira lua cheia de novembro, perto do São Martinho, todos os anos aparece um homem morto, esfrangalhado, espalhado pela floresta. 

Bebem, conversam e W vai com August cada um para o seu quarto. August fala-lhe das duas Afrodite, a feminina, a devassa, e a masculina, a perfeita. August abraça W e este tem de se libertar e sobe as escadas e vai para o quarto. August vai para o seu e masturba-se enquanto pica as nádegas com um alfinete de ama.

11 Fitas Brancas, Noite Escura

Frommer é polícia. Veio para o sanatório há um ano quando houve a primeira morte.

12 O Senhor Saltitão

O doutor Semperweiss diz a W que as mortes serão provocadas por carvoeiros pastores que quando regressam das montes e dos bosques se embebedam e lutam por causa das mulheres…

Todos os anos W ia ao médico, desde criança e odiava despir-se nos consultórios e ser auscultado.

Quando ia no comboio, jogava ao Sr. Saltitão: com o olhar imaginava-o a saltar e a pousar em casa, torres e árvores, sem poder tocar no chão.

13 Espíritos 

Thilo está cada vez mais doente e W passa muito tempo com ele no quarto. Uma das vezes Thilo pediu-lhe um abraço e deu-lhe um prolongado beijo nos lábios.

Houve um jantar na pousada na beira da lagoa em que sem saber W comeu corações de coelho e bebeu muito Schwarmerei e a seguir vomitou.

W foi de noite ao sótão da hospedaria e descobriu que estava cheio de cogumelos Suillus luteus. Apanhou uma grande porção e desceu e foi para o quarto sem contar este segredo a ninguém.

14 O gráfico da temperatura 

Uma manhã foi ao quarto da falecida Sra Opitz e vestiu as roupas e os sapatos dela, que estavam dobrados numa cadeira. Depois despiu-se e vestiu as suas roupas, saindo tranquilamente dali.

Foi ao quarto de Thilo e este mostrou-lhe o gráfico da temperatura, espantado por ter as mesmas linhas das montanhas que via pela janela: acusou a paisagem de o matar e a todos os pacientes.

Thilo morreu. Nos dias anteriores tinha dito a W que ficasse com um quadro de Bles que tinha roubado aos pais dele.

15 O ponto mais fraco da alma

O Dr. Semperweiss diz a W que ele tem de deixar de se menosprezar e tem de criar a ficção de que é um ser perfeito.

O polícia Frommer avisa W de que é um potencial futuro alvo dos que todos os anos matam alguém, por ser novo e frágil.

16 Uma pessoa com um sapato

W é levado por Rajmund para a floresta para os carvoeiros o atarem a uma árvore para ser sacrificado ao(s) ser(es) assassino(s) (Tuntschis???), mas estas pouparam-no por ser efeminado (sem pelos no peito, mamilos entumecidos,…). E W fugiu e foi quase nu e só com sapato para a hospedaria. Descobriu Opitz acorrentado a uma cadeira, libertou-o e este foi com todos os pacientes, incluindo o polícia Frommer, para dentro da floresta, onde acabou por ser o sacrificado. No dia seguinte ninguém se lembrava de nada.

W decidiu-se: foi ao quarto da Sra. Opitz e transformou-se definitivamente nela, indeciso apenas se ficaria na hospedaria como klara Opitz, a geri-la, ou se voltaria para Lviv, para junto do pai, onde se formaria como engenheiro hidráulico.


Epílogo

Nunca mais aconteceu nada igual: os seres assassinos satisfizeram os apetites com as vítimas da guerra de 1914 a 1918.

Klara Opitz passou a morar em Munique, onde trabalhava na cozinha do hospital.

A tuberculose desapareceu graças à vacina da BCG, desde os anos 20.

Rajumnd ficou a gerir a hospedaria

O narrador é “nós, as Tuntschis”!







quinta-feira, 22 de maio de 2025

Inquietações - João Paulo Videira

 



Inquietações 
1 O MENDIGO E O DISCIPLINADOR DE CONSCIÊNCIAS
O mendigo revoltado recusa a esmola (duas moedas sem valor) do jovem. Assume-se como cobrador da sociedade, que lhe falhou, por não lhe cumprir os sonhos. E acusa o jovem de querer ser um disciplinador de consciências. O jovem é formado e já tem carro, trabalho, mulher e duas filhas. Cria-se ali então um debate entre quem é senhor da sua existência, livre, apesar de marginal e indigente, e quem tem casa, carros, profissões respeitáveis e estão presos e condicionados por essa vida social. 
2 A PROSTITUTA E O RAPAZ COM LENTES GARRAFAIS
Como o rapaz vê muito mal, pede à prostituta que leia para ele. Ela, como preço a receber, exige então que ela o ame, de cada vez que ela lhe leia.
3 O POETA E O VARREDOR DE RUAS
O varredor de ruas tem todo o tempo para refletir. O poeta precisa de fazer escolhas e de se isolar para refletir.
4 SATANÁS E O HOMEM QUE VÊ TELEVISÃO NUMA MONTRA DA LOJA DE ELETRODOMÉSTICOS 
E este afinal é Deus que na Páscoa vem à Terra ver o estado da fé dos homens num ser que não veem, apenas pressentem e em que acreditam, mesmo quando confrontados com as destranque Satanás lhes vai impondo.
5 O LOUCO E O HOMEM QUE ESTAVA PRESTES A SALTAR DA PONTE
Este será o cadáver rebentado é inútil de um homem que voou e o louco só mais um morto vagueando pelas ruas.
6 O MÉDICO E O HOMEM QUE TINHA UM GRILO NO OUVIDO
Que o impedia de ouvir a missa, a esposa, o patrão, mas que não o queria tirar, queria apenas que o médico convencesse o grilo a deixá-lo ouvir em paz… o telejornal das 8h e o futebol (poderia continuar sem problemas a não ouvir a missa, a mulher, o patrão, o resto da televisão).
7 O HOMEM QUE QUERIA SER INCOERENTE E O APARADOR DE INCOERÊNCIAS


domingo, 11 de maio de 2025

Despedidas Impossíveis, Han Kang


 Despedidas impossíveis

I - PÁSSARO

1

A protagonista tem muitos pesadelos horríveis.

2

Inseon, a amiga de Kyungha, a protagonista cortou as pontas de dois dedos, na sua oficina de carpintaria de produção de móveis. Veio há 3 dias da ilha de Jeju, onde mora, de avião, para o hospital de Seoul, para lhe recolocarem os dedos. Pede a K para ir de avião a Jeju para ver se o periquito está vivo ainda.

A caminho da casa de Inseon. Neva. 

Kyungha lembra que Inseon lhe contou que a mãe assistiu com a irmã ao massacre de Jeju: aldeias inteiras foram dizimadas, acusadas de serem comunistas, pelos americanos ou pelos jovens sul coreanos instigados pelo governo ditatorial de Seoul, de maio de 1948 a abril de 1949.

K apanha o último autocarro e tenta chegar à casa de I, no topo do monte. Passa por árvores noturnas e nevadas que parecem as do seu sonho.

4 e 5

Depois de quase se perder no meio da floresta, da neve e da escuridão, para de nevar, surge algum luar e aí consegue encontrar a casa de I.

6

A ave Ama está morta. Irá também K morrer de frio e de fome na casa de Inseon, porque a neve não para e a luz vai abaixo.


II NOITE

1

Afinal a Ama não está morta e Inseon aparece ali em casa no dia seguinte. O que se passa?

2