No final de 1918, a guerra distante deixa marcas na tranquila cidade de Kassa: muitos habitantes morreram no front ou voltaram mutilados, há escassez de comida, e volta e meia cadáveres de soldados desconhecidos surgem boiando na correnteza do rio que passa pelos bairros pobres. Quatro rapazes, a princípio movidos apenas pela curiosidade, passam a cometer pequenos delitos. Ingénuos e inconsequentes, pouco a pouco os rebelados vão ampliando suas ousadias e descobrem os prazeres da transgressão nos jogos de azar, no fumo, no roubo e na bebida. Como que entorpecidos, caem nas malhas sedutoras estendidas por um ator que promete lhes mostrar os bastidores da vida. Rebeldes é um romance sobre as dores e descobertas da passagem para a idade adulta. Escrito nos anos 30, o período mais fértil da carreira de Sándor Márai, o livro compõe um denso panorama da burguesia de seu tempo.
LITERATURA
"Los rebeldes" es una de las primeras novelas maduras de Sándor Márai aunque la revisó al final de su vida y desconocemos el alcance de las modificaciones que realizó.
Lejos de sus grandes obras, complejas e impactantes, como "El último encuentro" o "La mujer justa", este libro ofrece el suficiente interés para leerlo y presenta un desenlace filosófico y social que nos hace reflexionar sobre la complejidad de la diferencia de clases.
En plena Gran Guerra cuatro jóvenes se acaban de graduar y tendrán que afrontar su incorporación a esa contienda que, en su ignorancia, no les preocupa en exceso: la guerra sólo pasa por las vías del ferrocarril. Son un grupo de adolescentes que rechazan la vida de los adultos, que quieren vivir su mundo según sus propias reglas: beber, fumar, criticar a los adultos, robar objetos apreciados en sus familias para almacenarlos... Ábel es hijo de un médico y Tibor de un importante militar, sus padres están luchando desde hace mucho tiempo en el frente. Béla es el hijo de un rico comerciante y Erno de un modesto zapatero. Aunque Erno aspira a cambiar su vida, sabe que no parte de las mismas condiciones que sus compañeros. Al grupo se une, en alguna ocasión, el hermano de Tibor que ha vuelto de la guerra manco, un personaje que oscila entre el mundo de los adultos y el de los jóvenes. Un actor cómico en declive, Amadé, les abrirá las puertas a su mundo y será, al mismo tiempo, el instrumento desestabilizador de la pandilla.
La novela transcurre a un ritmo pausado, el autor nos va introduciendo en las extrañas andanzas de los jóvenes. Al principio parece que Ábel va a ser el hilo conductor de la historia, algo le corroe desde el principio, pero irá perdiendo importancia en el transcurso de la novela que va pasando de un personaje a otro.
El conflicto emocional de los protagonistas se va definiendo poco a poco: descubriremos que Tibor se aburre con la pandilla, intenta disimularlo pero no aprecia a sus compañeros, ni siquiera a Ábel, su gran admirador; Béla será el rebelde independiente que roba dinero de la tienda para comprar objetos inútiles, provocará al principio desconfianza en el resto del grupo pero, al final, su acto de rebeldía transgresora impulsa al resto a cometer pequeños hurtos en el contexto familiar; Erno será el compañero en desventaja, siempre ninguneado por el resto...
Puede desconcertar al lector el comportamiento irracional de los jóvenes, la conversación del zapatero llena de exacerbado rencor hacia los ricos o el ridículo personaje del actor pero la obra, precisamente por eso, resulta más realista, sin intentar explicarnos las actitudes de los seres que pueblan sus páginas.
La novela adquiere fuerza en su parte final cuando todos los conflictos que subyacían acaban estallando y aclarando la realidad que se esconde en una aparente convivencia armoniosa. Justo antes del conflicto final, casi planteado como un desenlace de una novela detectivesca, Márai nos regala uno de sus diálogos impresionantes, una conversación untuosa del prestamista con Ábel y Tibor que no tiene desperdicio: tras la falsedad se abre la fría manipulación del mundo adulto que pilla por sorpresa a los dos jóvenes.
Para llegar a esa escena en la que el escritor nos deslumbra con su genio característico, nos hace pasar por anécdotas contadas sin fuerza, una divagación narrativa que acompaña unas andanzas erráticas de unos jovenzuelos. Si, nos deja vislumbrar poco a poco los pensamientos de esos chavales inmaduros, que arrastran el germen de su vida adulta, nos deja alguna reflexión, pero no consigue redondear el relato. Quizá la escena que antes comentaba, el diálogo con el prestamista, en realidad fue escrita con posterioridad.
"Los rebeldes" es una novela para amantes de Sándor Márai como el que os escribe.
Rebeldes - Sándor Márai
DOIS ASES DE COPAS
Ábel, filho do médico vive com a tia Etelka e com a empregada, desde que a mãe morreu.
SELVA E ESTUFA
Ele, Béla, Tibor, Erno, Garren, fizeram o último exame do secundário, jogaram às cartas, com batota e daqui a seis meses vão para a guerra.
Há um ano, algo de inesperado irrompera nele. E soube então que existia outro mundo.
A SERPENTE DE BRONZE
Ábel foi ter com o sapateiro, pai de Erno, para lhe contar tudo sobre Tibor Prockauer.
OS PERFUMES DE AMADÉ
O bando formou-se. Ábel tem 18 anos, envolto no mistério da escrita. Tibor interessa-se por desporto, teatro e mulheres. Béla, moda e mulheres. Tamás Garren, dinheiro e jogo. Erno, xadrez, matemática e ??. Lajos, o maneta.
Ábel vai visitar o pai de Béla, comerciante.
O ator Amadeu Volpé, 45 anos, adiposo. “Com fitas métricas e médias de tabelas médicas, justificava que era magro como um flamingo, representando, sob todos os pontos de vista, a perfeição do corpo masculino, a barriga projetava-se, porque, no calor da excitação, se esquecera de a encolher.”
Na quarta classe, eram cinquenta na turma. No exame final, quatro anos depois, restavam dezassete. Depois formou-se o bando dos 4. Quando a ator apareceu na cidade já o bando se tinha consolidado.
Jogam e Ábel denuncia: alguém anda a fazer batota, conforme o comprovam os ases duplicados que encontrou. Como todos são suspeitos, o ator aconselha a que esqueçam.
Estamos em 1918.
O gordo penhorista Havas, amigo de Amadé, também joga.
Tibor penhorou um serviço de prata, há 6 meses, quando tudo aconteceu. Entretanto todo o dinheiro desapareceu.
XILOGRAVURA
Cidade com 3 montanhas, rio e mar. Uma estação de comboio, há 4 anos onde se recolhem feridos e cadáveres da guerra. O mesmo acontece com um mosteiro e com uma escola. Parece uma cidade hospital, a quilómetros da guerra. Mas a vida continua, há cinema, teatro, jardins, rotina.
O DEPÓSITO
O bando começou a roubar em novembro de 1918. Béla roubou dinheiro da caixa do pai, para comprar sapatos, roupa nova, comida cara, uma bicicleta. Não usava nada, com medo de que o pai descobrisse. Agora era necessário esconder aquele “depósito” de bens. Todos começam a roubar coisas de casa e a trocar entre eles.
Começam a arriscar mais. Como tinham os quartos cheios, arrendaram quartos abandonados num hotel balnear quase abandonado, o Furcsa, onde depositaram o espólio roubado e de se reuniam.
ABERTURA
Conheceram-se então muito melhor e aos seus medos. Queriam saber porque estavam juntos.
Lájos apresentou o ator ao bando. Não lhe falaram do Furcsa. Duas semanas depois de os ter conhecido, convidou-os para sua casa.
O que queria o ator deles? “Por vezes, o ator infiltrava-os no camarote dos artistas, no segundo andar. Sentavam-se, apertados, no fundo do camarote, e Amadé representava para eles. O ator representava, sob o mesmo imperativo com que eles representavam, a realidade distorcida por trás de uma personagem ou das dolorosas caretas sofridas de uma máscara. Possivelmente, o ator vivia os movimentos verdadeiros da vida apenas quando representava; tal como eles sentiam mais verdadeira do que qualquer realidade a própria vida escondida por trás da realidade.” P.100
FUGA
O pai de Béla descobre o roubo de 6 notas de 100. Um aprendiz do pai de Béla vai para uma casa de correção. Pertencia a um bando que de facto roubou também ao pai de Béla.Outros bandos existem na cidade.
O bando envolve o ator no segredo do Fursca.
O SEGREDO
O ator descobre que os 4 são virgens.
“O que me espantou - ao ponto de me obrigar a parar, com os livros às costas, e apoiar-me numa parede - não foi que o jovem tivesse ido às raparigas, mas que, lá dentro, tivesse tirado os sapatos...” p118
PRÓLOGO
O bando de jovens, no café, depois do teatro: “Ábel riu, amargurado: “Lembram-se de como nós olhávamos cá para dentro, pela janela, quando passávamos por aqui?” O tédio transformara-se em indefinida angústia. O que seria deles, se tudo o que só conheciam de fora fosse assim no futuro? Se tudo o que era secreto e desconhecido se aproximasse agora e eles pudessem, livres, conhecer o mundo, os segredos por cuja posse os adultos lutavam, o dinheiro, a liberdade, as mulheres, e tudo se revelasse inteiramente diferente é muito mais desinteressante do que acreditavam ser?”
Capítulo dedicado ao princípio do fim da amizade, questionada agora por todos.
ANTESTREIA
No teatro, disfarçados de outras personagens...
MÚSICA
Todos bêbedos no teatro, numa espécie de orgia violenta, mas sem sexo??
Alguém parecia estar na plateia às escuras a assistir a tudo.
SUSPEITA
A mãe de Tibor e de Lajos, mulher do Coronel Prockauer, vai financiar a recuperação do serviço de prata. O fim do bando?
O MANDARIM
O juiz Kikinday ameaçara denunciar o bando e Ábel, através do juiz Mandarim imginário, condenara-o à morte.
Tibor alistou-se como voluntário para a guerra
CASA DE PENHORES
Havas, o penhorista sabia de tudo, através de Erno, e assistiu a tudo o que se passou no teatro no capítulo MÚSICA
O PIQUENIQUE
Tibor e Ábel conversam no Furcsa: espantados pela traição de Erno. Os adultos e as suas leis, que os rebeldes rejeitam, são a causa dos jogos, dos roubos e de Furcsa existir.
Erno defende-se das acusações de traição: agiu por se sentir, filho de um sapateiro, inferior aos outros e acusa-os de não serem verdadeiros amigos. Confessa ser ele o dono das cartas duplas, o batoteiro.
Vão, a seguir, para o piquenique de final de curso, no salão do hotel balnear, com os adultos, professores, diretores, o Juiz Kikinday,...
Erno, taciturno, levantou-se a meio e saiu. Todos se embriagam.
O sapateiro surge com a notícia, enviada por Lajos, que não tinha vindo à festa, de que a mãe tinha recuperado e de que o coronel Prockauer tinha regressado.
Erno que tinha subido para o Furcsa, suicidou-se com um tiro.