O escritor Gustavo Flávio, de Bufo & Spallanzani, graças ao seu apetite compulsivo por mulheres, envolve-se mais uma vez numa história confusa que o torna altamente suspeito de assassinatos. Para ajudar a esclarecer os acontecimentos, ele busca a ajuda de seu velho conhecido e advogado Mandrake (de A grande arte), com quem compartilha uma paixão refinada por charutos. O desfecho, digno dos melhores romances policiais, é também a revelação dos insuspeitados caminhos do sentimento que se costuma chamar de amor.
Mandrake é o advogado criminalista.
Gustavo Flávio, escritor famoso e fumador de charutos longos. Já não escreve romances, apenas ensaios. Recebeu um envelope com uma foto de mulher. Mandrake conheceu Amanda antes de ela se casar com Gustavo. Amanda conta que visita Gustavo, apesar de ele estar casado com Luiza.
Luiza tomou conta da empresa do pai qd ele morreu e foi consultora de moda.
Mandrake entrevista Luiza: ela conta que qd foi visitar Gustavo, Amanda estava lá. Luiza quando andava com Gustavo queria que ele fosse viver para a casa rica dela.
O Crime! Amanda descobre, publicado numa revista, que a mulher da foto era Hildegard Keller, mulher do embaixador Germano Keller, e que foi assassinada com um tiro na cabeça dentro do seu carro.
Gustavo confessa a Mandrake que foi amante de Hildegard durante quase um ano. A foto foi-lhe enviada 4 dias depois da morte dela.
Além de Luiza, Gustavo tem Sofia, como amante, também ela casada.
No funeral de Hildegard, Gustavo descobre pela melhor amiga dela que o embaixador sabia que eles tinham sido amantes.
Alguns dias depois, Gustavo recebe uma foto de uma antiga namorada, Regina. Não há notícias de que tenha morrido. Visita-a e descobre que a foto que recebeu por carta era uma que ela lhe tinha dada há 6 anos. Se calhar, alguém entrou na casa dele e roubou-lhe as fotos e talvez outras coisas!
Nova personagem: Reinaldo, que odeia Gustavo, por não ser tão bom escritor como ele e por ele lhe ter roubado Amanda.
Gustavo teve no passado um envolvimento com Delfina Delaware, que foi morta. O marido dela descobriu e cortou um testículo a Gustavo. Daí ele não poder ter filhos.
Gustavo vai para a cama com Amanda, depois de se separar dela e quando já andava com Luiza e era amante de Sofia.
Regina foi encontrada morta dentro do automóvel.
Gustavo vai para a cama com a viúva Farida, amiga de Hildegard, que lhe entregou as cartas que ele lhe tinha escrito.
Gustavo descobre que lhe tinham roubado três fotos da gaveta: a de Hildegard, a de Regina, já assassinadas, e a de…
HISTÓRIAS DE AMOR
Os sete contos do livro se sucedem na cadência de uma valsa macabra, e o amor que se manifesta pelas páginas vem destituído de encantos, suspiros e palpitações: ele se faz presente no luto que transcende as diferenças entre espécies ("Betsy"), na provação extrema destinada a um sentimento inexistente ("Cidade de Deus"), no caso extraconjugal de texturas noir ("Carpe diem"), na fé que desconhece as fronteiras entre céu e inferno ("O amor de Jesus no coração").O amor é real. Porém — parafraseando os versos do dramaturgo Jean Anouilh na epígrafe do livro —, há também a vida, sua inimiga.
No primeiro conto, "Betsy", é sobre a dor da perda, "Cidade de Deus", é sobre amor bandido, ciúme e vingança, o terceiro, "Família", é sobre aceitação, tradicionalismo e preconceito, "O anjo da guarda", é sobre mudança de perspectiva e como o amor através do convívio pode mudar as pessoas, "Viagem de núpcias", é sobre conhecer quem se ama e lidar com isso, "O amor de Jesus no coração", é um thriller policial sobre (in)tolerância religiosa, e o último, "Carpe Diem, o maior conto (uma novela praticamente), é sobre amar depois de já ter se relacionado anteriormente, de encontrar um novo (e verdadeiro amor) e sobre adultério.