quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Lições de grego

 Lições de grego 



1 Genebra na biblioteca de Saint Gall em vez de na campa de Jorge Luís Borges. A espada entre mim e o mundo.

2 Silêncio. Numa aula com 3 ou 4 alunos, um professor de 30 e tal anos manda ler uma mulher e está não o faz. Quem lê é um outro aluno. O professor observa a mulher e vice-versa. Ela, há uns meses, era professora. Perdeu a fala, o marido, a custódia do filho. Aos dezasseis anos perdeu a fala pela primeira vez. 

3 O narrador conta que, com 15 anos, entrou numa livraria e trouxe um livro de Borges sobre o budismo. Nesse ano veio com a mãe da Coreia para a Alemanha. Esteve ali 27 anos.

4 Ela em silêncio nas aulas de grego. O professor fala sobre o grego de Platão.

5 Voz. Um jovem de 15 anos ficou quase cego. Escreve uma carta à jovem que perdeu a audição filha do seu oftalmologista. Amou-a e ama-a. A sua insensatez destruiu a relação. Ama a voz dela. Ela falava quando se conheceram. Ela aprendeu alemão. Ele aprendeu linguagem gestual. Também ele veio da Coreia para a Alemanha, por vezes. Ele um dia disse-lhe que quando cegasse deixariam de poder comunicar, porque ela não falava. E ela respondeu-lhe: FORA, JÁ! E ele amou e ama essa voz. Mas agora ele está na Coreia e ela na Alemanha.

7 Olhos. Ela falava de vez em quando, mas sempre muito baixo. O terapeuta dela. A mãe não queria-te ela tivesse nascido, tomava comprimidos, ela nasceu mesmo não sendo planeada e desejada e isso transtornou-a. 

Passa duas horas com o filho de 2 em 2 semanas. Ele diz-lhe que o pai o quer levar com ele durante um ano para longe de Seoul. Ela liga ao ex-marido mas não consegue expressar a revolta e desliga.

Na aula de grego, o professor insiste com ela para que ela lhe mostre a frase que escreveu em grego e ela, perturbada, sai da aula, apesar de ele lhe pedir desculpa.

9 O professor conta, por carta, à irmã Ran, que está em Seoul, o que sentiu quando se apercebeu que a aluna poderia não ouvir nem falar (há 6 meses que frequenta as aulas de grego e nunca falou). O pai dele não gostava muito dele: achava-o mole. O pai dele cegou no final da vida.

10 Sofrer vs Aprender.

11 O apartamento onde ela vive, sozinha, num rés do chão. A cidade solitária, decadente e escura. Tem aulas de grego à quinta-feira. Quando está só ela na sala, o professor parece querer comunicar com ela, mas não o faz e entretanto chegam os outros 2 ou 3 alunos.

14 O narrador, agora quase cego, relembra a morte do amigo alemão Joaquim Grundel, muito novo, com uma doença incurável. O narrador tinha-se mudado para a Alemanha muito novo e sabia o alemão com lacunas, mas era dos melhores alunos em matemática e grego antigo.

17 Ela. O professor pisa e parte os óculos. Vê muito mal sem eles e pede ajuda à mulher que não fala. Vão à cidade comprar-lhe uns óculos novos.

18 Ela leva-o ao hospital porque ele feriu uma mão nos óculos partidos. Comunica com ele com apertões no braço e escreve na mão dele com o dedo.

19 Ela está com ele em casa dele. Ele faz perguntas: porque é que ela estuda grego? Sempre foi incapaz de falar? 

Ela lembra o dia em que cortou um pulso para se tentar matar e o marido lhe tirou o filho.

20 Ela foi a casa de manhã e foi visitar o filho à escola, apesar de só no dia seguinte ser o dia dela. Ela volta à casa do professor quase cego para ir com ele buscar os óculos novos. Ele procura-a com a mão e a cara. Beijam-se e abraçam-se.

21 E amam-se

O E ela emite sons sílabas 


domingo, 24 de novembro de 2024

A princesa da Babilónia e outros contos - Voltaire

 


MEMNON OU A SABEDORIA HUMANA

Memnon para se tornar perfeitamente sábio decide nunca mais amar. Mas não resiste a ajudar uma bela jovem que lhe pede para ir a casa dela…

HISTÓRIA DAS VIAGENS DE SCARMENTADO

Scarmentado viaja por toda a Europa e sofre perseguição e tormentos sempre com boa disposição. Apesar disso, decide voltar para a sua terra, onde casa e é traído pela mulher, o que para ele é a melhor das vidas.

MICRÓMEGAS

Micrómegas é um jovem de oito léguas de altura, ou seja 120000 pés reais, habitante do planeta Sírius. Viaja pelas galáxias e descobre a Terra e os seus habitantes invisíveis a olho nu…

OS DOIS CONSOLADOS

O filósofo tenta consolar a mulher que chora contando-lhe desgraças de mulheres, bem mais trágicas do que as dela…

O BRANCO E O NEGRO

O pai da princesa de Caxemira ficou sem um anel e um dardo que se desloca sozinho, que foram roubados por um faquir que os entregou à princesa sem o pai saber. 

Um dia, pai e filha vão à feira de Cabul, onde Rustan a vê e se apaixona. Ela oferece-lhe o anel como prova de amor e volta com o pai para Caxemira. Rustan promete visitá-la. Para o fazer, precisa de muito dinheiro e o criado negro Ébano vende o anel, sem ele saber, e troca-o por uma imitação. O criado branco Topázio e o negro Ébano acompanham-no na viagem…

Mas afinal era um sonho!

A PRINCESA DA BABILÓNIA 

O rei Belo da Babilónia quer casar a filha Formosante. Três reis, do Egito, das Índias e dos Citas, falaram a retesar o arco de Nembrod e em matar o maior leão. Um jovem filho de um pastor montado num unicórnio não falha e dá uma ave gigante e terna à princesa. Mas tem de partir porque o seu velho pai está a morrer…

O oráculo diz que Formosante só se casará depois de viajar por todo o mundo.

O rei dos Citas engraça com Aldea, prima de Formosante, que lhe diz ser a verdadeira herdeira do trono da Babilónia, usurpado por Belo ao seu pai. O rei dos Citad promete restituir-lho. 

A ave fala e diz a Formosante que o jovem amo se chama Amazan e é do país das Gangáridas no Ganges.

O rei do Egito, sem querer, mata a ave com uma flecha. Formosante promete queimá-la e levar as suas cinzas à Arábia.

Os três reis entram em guerra com Belo.

Depois de enganar e adormecer o rei do Egito que a queria desflorar, Formosante chega a Baçorá e faz as cerimónias fúnebres à ave. Das cinzas nasce um ovo: a fénix renasce, a vê volta à vida.

A ave com outras aves leva Formosante ao país das Gangáridas. Mas um melro tinha-a visto raptada pelo rei do Egito, a dar-lhe um beijo (sem saber que era para o enganar) e tinha vindo dizer a Amazan isso e que a ave tinha morrido. E Amazan partira para se vingar.

E a mãe de Amazan conta a Formosante que o filho é primo dela: é filho de Aldeo que expulso por Belo se refugiou ali e a desposou.

Formosante foi à China, à Cítia (onde foi recebida por Aldea, agora rainha, sabedora já que era irmã de Amazan), ao país dos Cimmerianos, à Escandinávia, Sármata, Germânia,…

Na Albyon, Amazan ajudou um estranho lorde cuja carruagem tinha sofrido um acidente. O lorde agradeceu mas manifestou grande indiferença por tudo o que Amazan lhe contou. A esposa do lorde cortejou Amazan, mas este não cedeu à tentação. A seguir parte para a Batávia e na viagem cruza-se sem o saber com Formosante.

Passa por Veneza, Roma e Vaticano (Voltaire goza avidamente com os seguidores do Papa).

Em Paris, cidade tão criticada por Voltaire, finalmente Amazan cede e entrega-se a uma cantora de ópera que o seduz. Chega Formosante à cidade. Entra no quarto de Amazan e encontra-o a dormir com a artista de ópera e fica indignada: aí está a natureza dos homens: recusam princesas e mulheres de bem e entregam-se de repente a uma farsante qualquer que os seduz com o seu canto.

Amazan acorda e é informado que Formosante partiu revoltada. Diz que nada mais lhe resta senão encontrá-la e matar-se a seus pés.

Mas passa os Pirinéus e chega a Bétis e a Sevilha. Aí os Indagadores-Mores (Inquisição) prepara-se para queimar Formosante, acusada de bruxaria, para lhe ficarem com a riqueza…


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

La verdad sobre el caso Savolta - Eduardo Mendoza



La historia del asesinato del industrial catalán Savolta, traficante de armas durante la primera guerra mundial, escrita en clave de novela negra, revela un corrosivo análisis de la realidad económica, política y social de una Barcelona en la que conviven una burguesía reaccionaria, otra liberal y un potente movimiento obrero y anarquista.

La obra recrea la tensión revolucionaria de Barcelona durante el periodo 1917-1919, cuando la capital catalana fue escenario de choques violentos entre obreros y patronos, la Primera Guerra Mundial y sus consecuencias.            

La ciudad, verdadera protagonista de la historia, surge narrada por fac-símiles, notas, documentos, hasta 1927.

I

1917- artigo del periódico La Voz de la Justicia - de Domingo Pajarito de Soto

-pretende denunciar la infame conducta de la empresa Savolta

LOS SAVOLTA Y LOS CLAUDEDEUS dan un banquete

-hablan de cómo María Rosa está casadera

1927- Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-comenzó a trabajar para Cortabanyes

CORTABANYES, SERRAMADRILES y DOLORETAS y  JAVIER

-el escritorio de Cortabanyes

JAVIER y TERESA,

-en las Ramblas, ven manifestaciones políticas de separatistas contra republicanos

1917- artigo del periódico La Voz de la Justicia - de Domingo Pajarito de Soto

-la empresa Savolta creció vendiendo armas para la guerra de 1914-1917

-directores: Savolta, el chef de personal y Lepprince

-cuando Lepprince fue para la empresa creció mucho, mucho

1927- Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-conoció Lepprince el Otoño de 1917

-JC hizo trabajos jurídicos para Lepprince

-conoció por eses días a Domingo Pajarito de Soto

JC y PAJARITO DE SOTO

-en la taberna de Pekín Matacríos

DON ALEJANDRO VASQUEZ RIOS / testimonio de 21 noviembre 1926

- leyó en 1917 hablar de Pajarito de Soto y de su artículo en La Voz de la Justicia

LOS SAVOLTA Y LOS CLAUDEDEUS dan un banquete

-Lepprince conoce María Rosa

JC y PAJARITO DE SOTO

-paseo por la calle de Caspe y Gran Vía

JAVIER y TERESA,

-se divierten en la alta de la ciudad

-artigo publicado por el periódico La Voz de la Justicia / 6 octubre 1917 / asignado por Domingo Pajarito de Soto

-en la empresa Savolta creció  el movimiento de huelga entre los operarios, pero…

JC como narrador

-asistió al contrato de Lepprince con los 2 (y María Coral estaba presente)

DON ALEJANDRO VASQUEZ RIOS / testimonio de 21 noviembre 1926

- supo que la gitana María Coral llegó a Barcelona el Otoño de 1917

- después ella se quedó y los 2 hombres se fueron

 -artigo publicado por el periódico La Voz de la Justicia / 6 octubre 1917 / asignado por Domingo Pajarito de Soto

-la huelga: dentro de unos días…, pero Lepprince…

JC como narrador

-asistió a la conversa de Lepprince con Pajarito de Soto obre el artículo del periódico…

CABARÉ

-fueron allá para que Lepprince contratara a los 2 hombres gitanos, que actúan allá

JC como narrador

-Lepprince contrata los 2 hombres para disuadir los huelguistas

-JC y María Coral están presentes

LA AGRESSION A LOS HUELGUISTAS

-Vicente Puentegarcía García (anarquista), J. Monfort (comunista) y otros 

JC + María Coral

-JC va varias veces llevar 2 envelopes de Lepprince a la casa Alfonso (a pagar a los 2 hombres) y encuentra a María Coral que le dije que simpatizaba con él.

 DON ALEJANDRO VASQUEZ RIOS / testimonio de 21 noviembre 1926

- supo que hubo varios atentados contra 10 operarios y que fueron presos Vicente García y J. Monfort como responsables pero luego fueron libertados

  II

1927- Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-Lepprince fue al escritorio de JC la 1ª vez: le solicitó sus servicios y se fueron al cabaré

-2ª vez: Lepprince muestra a JC artículos de De Soto en La Voz de la Justicia

-y Cortabanyes ordenó a JC que descubriese el autor

ENCUENTRO CON DE SOTO Y TERESA

-JC descubrió De Soto una noche en octubre, en su habitación

-Lepprince propuso a De Soto que trabajara escribiendo para él y él aceptó

-JC conoce a Teresa y se apasionan sin adulterio, mientras De  Soto se ausenta para Lepprince

MUERTE DE DE SOTO

-viernes: Teresa llama a JC para su cama y para se ir con él pero él se recusa

-De Soto participaba en una reunión en la empresa Savolta: patrones y trabajadores assobiavam a De Soto que se levantó y se fue

-Lepprince lleva JC a su casa

-lunes: se descubre que De Soto había sido asesinado el sábado

 

III

1916-Rosa María ve a Lepprince y se ruboriza

-JC pregunta a Cortabanyes quien ha matado a De Soto

1927- Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-hay una carta

-el comisario Vazquez muere después de JC se ir a EUA

1926- DON ALEJANDRO VASQUEZ RIOS / testimonio de 21 noviembre

- supe de la carta

JC quiere saber quien ha matado a De Soto

-JC pregunta a Lepprince quien ha matado a De Soto

1927-Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-JC explica por que piensa que De Soto ha sido asesinado

COMISARIO DON ALEJANDRO VASQUEZ RIOS + LEPPRINCE

-interrogatorio inconsecuente

1927- Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-JC confirma que comenzó a averiguar por su voluntad

-y dice que no sabía que Lepprince había sido amante de María Coral

1916: JC + LEPPRINCE

-Lepprince dijo a JC que amaba a María Coral y que lo quiere como amigo

-Por que ha quedado JC amigo de Lepprince: ambos eran extranjeros y jóvenes, con él se sentía protegido, …

-sobre Pajarito de Soto, Lepprince dijo que lo había contratado porque lo creía útil y afirma que no lo ha asesinado

Andres NIN Pérez: perigoso propagandista

-preso en 12 de enero de 1920

1916- FIESTA DE FIN DE AÑO en la mansión de los Savolta

-Lepprince convida a JC para la fiesta en la mansión, en el barrio Sarriá

-JC conoce María Rosa Savolta y después la presenta a Lepprince

-JC estaba junto a la biblioteca cuando se oyeron los disparos hechos del jardín

-SAVOLTA MUERTO POR LOS DISPAROS

-a sociedad Savolta fue creada en 1860 por Van der Vich y Savolta era su capataz

-ahora fabrica armas y es poderosa por causa de la guerra

-Savolta era propietario de 70% de la empresa

-habrá sido muerto por organizaciones operarias como retaliación por la muerte de Soto

 

IV

-FUNERALES DE SAVOLTA

Comisario Vázquez + Nemesio Cabra Gómez:

-este quiere contar cosas: sabe quien ha matado a Pajarito de Soto y sabe de la carta que de Soto escribió y quien mató a Savolta y quien será la próxima víctima

Janeiro: JC va a casa de Lepprince

-conoce a Max, el guarda-espaldas de Lepprince

Primavera: JC va a casa de Lepprince: este anuncia que se va a casar con María Rosa

-llega el comisario: avisa a Lepprince del peligro que constitue Lucas, el Cego, pistolero

MUERE CLAUDEDEU CON UN TIRO VINDO DE UMA CARRUAGEM

 

Futuro: Comisario Vázquez + Nemesio Cabra Gómez:

-NCG pide al comisario que descubra la carta: así sabrá quien ha matado a Pere Parells

ATENTADO CONTRA LEPRINCE EN EL TEATRO

-Max y el sargento Totorno disparan y matan a los terroristas incluyendo Lucas

 

V

JC vive en un pequeño piso, en la calle de Gerona

-Vázquez está esperando a JC: sabe que JC se relaciona con todos los muertos y conoce a Teresa y a Lepprince

-pregunta a JC se sabe de la carta de Pajarito de Soto

Vázquez fue transferido para Tetuán

-tudo acalma; trueca de cartas entre Vázquez y Totorno

-JC no fue invitado para la boda de Lepprince

-y no continuó a ver Lepprince después

1918, Julio- carta de NEMESIO CABRA GÓMEZ para el COMISARIO VÁZQUEZ

-como de un loco

1927-Notas taquigráficas del testimonio de Javier Clemente al juez Davidson / 10 enero

-al longo de 1918 ocurrieron en Barcelona 87 atentados y muchos robos

JC queda depresivo y piensa en suicidarse  

-comienza a beber, Cortabanyes le dio licencia ilimitada y se fue a Valladolid

17/07/1918 – requerimiento del comisario pediendo la liberación de NCG

-02/01/1919-JC regresa a Barcelona 2 y volta a trabajar para Cortabanyes

Vázquez fue transferido para Guinea

-10/11/1918 –está consumido por la fiebre

 

 

SEGUNDA PARTE

I

1919- BARCELONA: EMPRESAS CIERRAN, CAMPESINOS VEN A LA CIUDAD

-Lenine tem sucesso na Rússia

-un acontecimiento va alterar la vida de JC: vuelve con Perico Serramadriles al Cabaré y descubre danzando a María Coral

-María Rosa está encinta

PASADO: ENCUENTRO entre NCG y DE SOTO, antes de este ser muerto

-De Soto dale la carta y dile que la de a JC, caso muera

JC vuelve al cabaré para encontrar a María Coral

-encuentra-a en  los Quartos la Julia

CASA DE LOS SAVOLTA

-Pere Parells dice a Lepprince que le quiere decir algo

-desde que Savolta y Claudedeus murieron que Pere perdió poderes

-circulan boatos contra Lepprince

II

MARÍA CORAL estaba casi muerta en la habitación

-JC procura Lepprince, por intermedio de Cortabanyes

-Lepprince, Cortabanyes y Max acuden

-JC salvó la vida a MC

III

Los dos días más bonitos de la vida de JC

-cuando visitó María Coral doliente en el Hotel de la Calle Princesa

-después ella desapareció

-Lepprince pide a JC que se case con MC

-Lepprince confiésale que quieren que sea alcalde de Barcelona

CASA DE LOS SAVOLTA

-Lepprince aún no sabe que va a ser padre

-Lepprince casando con María Rosa pasó a detener las acciones de Savolta

-María Rosa anuncia a Lepprince que está encinta

Vázquez no quería saber quien había muerto a De Soto, mas si a SAVOLTA

 

IV

Abril, 1919: JC casa con María Coral, la gitana amante de Lepprince

-JC pasa a trabajar para Lepprince

-la luna de miel: unas termas en Gerona

-María Coral recusa irse a la cama con JC, porque ama a Lepprince

-hay un pacto entre JC y María Coral

-JC y MC son recibidos por Lepprince y RS, muchas veces

-Lepprince enseña JC a conducir su coche

CASA DE LOS SAVOLTA

-Lepprince localizó a Pere Parells y este habla de la importancia de la empresa, fue un de los fundadores y que no admite lo que se pasa con la contabilidad y con otras cosas y amenázalo con pruebas irrefuctables

-Pere quiere irse pero…

-llega el REI

Vázquez + NCG

-prenden a unos conspiradores pero NCG jura que no fueron ellos que mataron Savolta

-los conspiradores son fusilados y NCG enloquece y es internado hasta que Vázquéz al investigar el caso Savolta ve su nombre y va a visitarlo, un año después

 

V

PERE PARELLS fue muerto

-con una bomba en su casa

-llega la policía; Lepprince y Cortabanyes procuran la carta pero no la encuentran

 

VI

ROSA SAVOLTA casi a tener el hijo

-JC y MC dejan de ir a los Lepprince

-JC comienza a ser grosero con MC, por las ilusiones no concretizadas

-MC cuenta toda la verdad a JC:

-tuvo muchos hombres y sólo con él no es indigna a punto de follar; continúa siendo la amante de Lepprince: siempre que MC sale, llega Lepprince. Max se queda vigilando.

-lo más curioso es que toda Barcelona lo sabía, como le dice Serramadriles. Pero consideran que el se aprovecha de la situación y no que es un cornudo!

- MC intenta suicidarse, con gas

-cuando acordó en el hospital le dijo que él le gusta y le propuso que se van a los EUA

JC y MC vuelven a casa

-Lepprince ven a visitarla de nuevo cuando él se va a trabajar, una vez por la semana

-en septiembre todo cambió: cuando JC llegó a casa encontró Lepprince sólo:

María Coral se fue con MAX

-JC comienza a perseguirlos: Cervera / Balaguer / una aldea antes de Viella (en un coche negro) 

-JC é engañado por MC y queda sin pistola

-Max dijo que en verdad…

Lepprince está en falencia y todo el mundo lo sabe

-siendo así lo lógico fue que MC y Max se salvasen y que ahora se fuesen en el coche de JC porque MC está encinta

-se fueran MAX y MC en el coche

-pasadas horas la noticia:

-la policía capturó a Max y lo mató y MC desapareció, saltando en el vacío

Comienza la huelga general

- 5 días después regresó a Barcelona / conoció el camión del Amor Libre

-lleva 6 días a llegar a Barcelona

-se encierra 2 días en casa

LEPPRINCE MUERE EN UN INCENDIO DE LA fábrica

-JC visita a María Rosa y su hija

Vázquez y Totorno revistan la casa de los Savolta

-Vázquez dijo que durante mucho tiempo consideró a JC el principal suspecto; 

RESUMO FINAL

-Van der Vich ven para España a cazar / Cortabanyes lo convence a fundar una fábrica de armas de caza / Cortabanyes convida los obscuros Savolta, Claudedeus y Pere Parells y engañan a Van der Vich que se va a los Países Bajos / Cortabanyes y Savolta comenzaron a fabricar armas de guerra / la esposa de Cortabanyes murió y este quedó deprimido y vendió sus acciones a Savolta / Savolta, Parells y Claudedeu envejecen y surge Lepprince /Lepprince no quiso esperar la sucesión natural de las cosas / hizo un negocio secreto con un espía alemán y vendió armas en secreto / pero los trabajadores comenzaron a quejarse y hubo tentativas de huelga / Lepprince pagó a los 2 hombres para amedrentar a los trabajadores / era preciso un bode expiatorio: JC

-el error de Lepprince: apasionarse por MC y contratar a Pajarito de Soto para mediar la crisis con los trabajadores

-Pratz, el espía alemán, tuvo que matar a de Soto

-pero Pere Parells ya había hablado con de Soto

-Pratz liquidó Savolta y se instaló con Lapprince con el pseudónimo de MAX

-la carta afinal fue dirigida a JC

-fue Max que casi mató María Coral de la 1ª vez

 

CONCLUSIÓN: LEPPRINCE MATÓ, ROBÓ Y ATRAICIONÓ PARA OBTER EL DOMINIO DE LA EMPRESA SAVOLTA PERO, CUANDO LO OBTUVE, LA EMPRESA FALIÓ

 

Lepprince dejó una carta para JC

 -había suscrito una seguro de vida en una compañía americana; de aquí a unos años JC debería levantarlo y entregarlo a María Rosa

 

X

-MC regresó y se fueran ambos a Nueva York y obtuvieron la nacionalidad americana y intenta ahora conseguir el dinero para enviar a María Rosa.   

 

 

 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Caruncho - Laila Martinez


O(s) corpo(s) escondido(s) na parede pela velha, sem a neta saber!

Caruncho (2021) narra o regresso de uma neta, acusada de um crime, à casa rural da família e mergulha o leitor no coração de uma Espanha vazia, marcada por resquícios do franquismo, uma terra tão agreste e estéril como o destino a que condena as mulheres que nela vivem. 


Contada a duas vozes, pela jovem e pela avó, esta história de rancor e vingança é indissociável da memória do lar assombrado, de espectros que clamam justiça, entre quatro paredes sobre as quais pesam traumas herdados e décadas de violência e opressão. 

Um aclamado romance de estreia, com ecos de Pedro Páramo, de Juan Rulfo, e de alguns contos de Silvina Ocampo, em que se entrelaçam terror, injustiça social e uma pesada herança familiar que, como o caruncho, corrói as protagonistas.

domingo, 29 de setembro de 2024

Elogio da madrasta - Mario Vargas Llosa

 


1 O aniversário da dona Lucrécia: 40 anos

Ao ir ao quarto de Alfonsito para lhe agradecer o texto que ele lhe escreveu a dizer que a adorava e que ia tirar o primeiro lugar na escola, para ela, Lucrécia vai em camisa de dormir reveladora e o menino abraça-a e beija-a antes de dormir, o que a excita. Acaba por fazer amor com o marido Rigoberto, feliz e aliviada por ser aceite pelo enteado.

2 Caudales, rei da Lídia

O narrador é Caudales (na verdade, Rigoberto) na antiga Lídia, atual Turquia, a contar como a sua Lucrécia tem a melhor garupa de todas as mulheres e como ele é potente: o escravo Atlas, por ordem dele, não a conseguiu montar; Giges comprovou que o rabo da sua escrava e amante egípcia, tão elogiada por ele, é inferior à de Lucrécia.

3 As orelhas de quarta-feira

Rigoberto tem orelhas enormes e pêlos que todas as semanas renascem: arranca-os e pensa na sua higiene pessoal e na de Lucrécia e como a ama, incluindo os seus ruídos íntimos.

4 Olhos como pirilampos 

Rigoberto está ausente por dois dias. Lucrécia na cama de manhã pensa se Alfonsito não estará a despertar para o desejo. Chama a criada Justiniana. Esta conta-lhe que o menino a espreita no banho. Ela decide tornar-se mais fria com ele. À noite ao tomar banho, Justiniana vem dizer-lhe que o menino a está de novo a espiar (no teto da casa de banho). Ela decide mostrar-se-lhe toda e demoradamente. Quando vai dormir sente-se irritada com o que fez.

5 Diana depois do banho

Lucrécia é Diana, a deusa, que com a favorita Justiniana se acariciam e e amam no bosque excitadas por saberem que Fonchito as espreita sempre.

6 As abluções do senhor Rigoberto

7 Vénus com amor e música

O Amor (Cupido) assiste ã lição de órgão do professor de música a Lucrécia e vê o efeito que ela provoca no professor, que vive num convento e irá ser padre apesar de agora sonhar com ela. A música e o Amor preparam-na para receber Rigoberto.

8 O sal das suas lágrimas

Justiniana diz a Lucrécia que o menino está a escrever uma carta onde diz. que se vai matar. Lucrécia vai ver. Fonchito diz que se ela o continuar a tratar como se não gostasse dele, que se mata. Abraçam-se e ele beija-a e apalpa-lhe um seio e ela deixa e corresponde. Quando chega Rigoberto ela está perturbada com aquilo.

9 Semelhança de humano

O narrador é o monstro da Cabeça I de Francis Bacon (um sonho, talvez, sem relação aparente com a história de Lucrécia e Rigoberto).

10 Tuberoso e sensual

Mais higiene, depilação e preparação de Rigoberto, particularmente do nariz tuberoso e sensual para antever o encontro erótico com Lucrécia.

11 Sobremesa e 12 Labirinto de amor

A propósito do Quadro de Szyslo A Caminho de Mendieta em que Alfonsito diz à madrasta que a vê lá, ela conta que fez amor várias vezes com o menino e é feliz.

13 As más palavras

Fonchito sozinho com o pai pergunta-lhe o que quer dizer orgasmo, porque a madrasta lhe tinha dito que tinha tido um orgasmo muito bom. E escreveu uma composição dedicada ao amor que sente pela madrasta: “O elogio da madrasta”. Rigoberto pergunta-lhe se o pode ler enquanto se sente a entrar num abismo. Lê o texto e pergunta abismado como pôde o miúdo inventar tanta indecência e este garante-lhe que tudo o que conta no texto aconteceu de verdade. Chega a casa a alegre Lucrécia.

14 O jovem rosado (Fra Angelico, A Anunciação)

Maria, cuja timidez é criticada pelas ousadas amigas Deborah, Judith ou Raquel, recebe a visita do belo e louro anjo que lhe diz que ela é a escolhida, a futura mãe de Jesus.

Epílogo

Justiniana questiona Fonchito: ele não sente remorsos por ter feito com que a madrasta fosse expulsa daquela casa onde todos eram tão felizes?  


sábado, 28 de setembro de 2024

Montevideu - Enrique Vila-Matas

PARIS

Narrador em Paris em fevereiro de 1974 para se converter em escritor.

Mas foi atacado pela preguiça. E durante dois anos dedicou-se ao tráfico de droga. Nos primeiros três meses foi consumidor de LSD.

O seu único livro, escrito em Melilla, intitulava-se Nepal.

Muitos anos depois escreveu uma crónica sobre aquele período: uma garagem própria.

E reflete sobre literatura…

CASCAIS



https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/o-lugar-exato-da-estranheza/



https://visao.pt/visaose7e/livros-e-discos/2023-07-19-enrique-vila-matas-na-literatura-a-linguagem-nao-e-algo-que-reproduz-a-realidade-antes-qualquer-coisa-que-a-constroi-e-desconstroi/

Há muitos escritores nos romances do catalão Enrique Vila-Matas (n. 1948), um dos mais destacados nomes da literatura espanhola das últimas décadas. Mas não há dois iguais. O de Montevideu, o seu novo romance (D. Quixote, 232 págs., €16,60), vive inquieto com as portas do quarto ao lado nos hotéis onde se instala. Como no conto de Cortázar, A Porta Condenada, há qualquer coisa de íntimo que se esconde e se revela na sensação sinistra que persegue o protagonista. E num rodopio de cidades – Paris, Cascais, Montevideu, Reiquiavique, Bogotá –, o mesmo tremor e a mesma curiosidade. Como em romances anteriores, já distinguidos com diversos prémios no seu país e não só, Vila-Matas explora as coincidências para ver a vida através da arte. E para questionar os limites da arte através da vida.

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https://visao.pt/visaose7e/livros-e-discos/2023-07-19-enrique-vila-matas-na-literatura-a-linguagem-nao-e-algo-que-reproduz-a-realidade-antes-qualquer-coisa-que-a-constroi-e-desconstroi/

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Segundo Juan Eduardo Cirlot, um dos muitos autores que cita em Montevideu, “a porta é um convite a penetrar no mistério”. Escrever um romance também o é, no sentido de se revelar sempre uma busca, uma investigação, uma aventura?

E porque não? Foi precisamente por me ter aventurado que me permiti introduzir em Montevideu a máxima liberdade possível na escrita, fiel ao lema principal de tudo o que escrevo: “Pela liberdade, Sancho, assim como pela honra, se deve arriscar a vida.”


domingo, 8 de setembro de 2024

A vegetariana - Han Kang

O marido de Yeong-hye não suporta a ideia de ela se ter tornado vegetariana.

O pai dela bate-lhe num jantar de família em casa da irmã dela e do cunhado e ela tenta matar-se e corta o pulso.

Depois de sair do hospital o marido divorcia-se dela.

A MANCHA MONGÓLICA

O cunhado artista envolve-se com Yeong-hye numa cena sexual filmada em que ambos estão pintados com flores. Ela tem uma mancha mongólica na parte de cima de uma nádega. A irmã vai lá a casa e apanha-os a dormir juntos, pintados. Chama uma ambulância porque acha que Yeong-hye está louca.

ÁRVORES FLAMEJANTES

In-hye, irmã de Yeong-hye, visita-a uma vez por semana no hospício onde ela está há meses. Divorciou-se do marido e vive sozinha com o filho Ji-woo.

Há 3 anos que Yeong-hye decidiu tornar-se vegetariana.

Na noite em que os descobriu juntos, os paramédicos que ela chamou levaram Yeong-hye para o hospício e prenderam o marido. Foi libertado algumas semanas depois e desapareceu de cena.