segunda-feira, 17 de maio de 2021

Morrem mais de mágoa - Saul Bellow



1987??

O meu tio Benn, especializado em anatomia e morfologia das plantas, “botânico de elevado nível de distinção”.

Eu próprio sou académico: professor assistente de literatura russa. Estudei russo em Paris, emigrei para os EUA e estabeleci um relacionamento com o meu tio Benn.

O meu tio era uma pessoa mágica para mim quando eu era miúdo.

A minha mudança para o Midwest foi interpretada pelo meu pai como uma rejeição. E a minha mãe abandonou-o também.

A minha mãe é voluntária médica perto de Djibuti.

O meu pai vive em França, é reformado, no bulevar de Sébastopol. Tinha uma reforma da Unesco, além de ações da firma de Pittsburgh que o contratara, nos primeiros anos, para a representar nos países francófonos do Terceiro Mundo. Teve muito sucesso com as mulheres.

Viajo imenso, mas não tanto como o meu tio. Viajo principalmente para Washington ou Nova Iorque.

O meu tio ficou viúvo há 15 anos, de Lena a sua primeira mulher. Eu tive de vir para a América por isso.

O meu único objetivo é proteger a sua vida. Tenho 30 anos e sou dependente dele.

Tenho uma filha, mas Treckie, a mãe dela, levou-a para Seattle. Nunca casei com Treckie.

Em certo sentido, o meu tio tornara-se meu pai.

O dom do meu papá tinha sido representar Eros, o que transtornara a minha mãe.

Estive em França no último natal.

Antes de casar com Matilde Layamon, o meu tio Benn teve vários relacionamentos amorosos.

Para o papá, Benn é um trapalhão, um incompetente.

Irrita o meu pai pensar que o meu francês perfeito se desperdiça nos EUA.

Abandonei Paris para viver junto do tio Benn. Ele era família para mim. Uma vez por mês voo para Seattle, a fim de ver a minha filhote, Nancy.

Tenho um outro tio, Harold Vilitzer. 

Página 59:

Caroline Bunge gostaria de se casar com o meu tio Benn.

Vou com ele para Kioto

Treckie, a mãe da minha filha, é uma mulher “petite” apetitosa, inteligente, licenciada em Biologia.

A minha sogra não soube do nascimento da neta. Foi Treckie que não se quis casar e pediu transferência para Seattle.

Entretanto, o meu papá está a declinar: perde-se a conduzir e tem falhas de memória.

Fui visitar Treckie. Tinha nódoas negras nas pernas, como quando a conheci. Eu nunca tinha sido capaz de ser agressivo com ela, como ela aparentemente gostava.

Yermelov foi o meu primeiro professor de russo.

Página 75:

O tio parou em Seattle para nos reunirmos e partimos para Tóquio e Kioto.

O meu tio conhecera Caroline num hotel de jogo em Porto Rico. Ele tinha um fraco por mulheres belas e ela já o tinha sido.

Agora, ele já desistiu de se casar com Caroline Bunge e escolheu-me, eu, Kenneth Trachtenberg.

O meu tio teve um caso com a vizinha, Della Bedell. Ela foi a casa dele pedir uma lâmpada e ofereceu-se-lhe. Ele acedeu e ela quis mais nos dias seguintes mas ele ignorou-a e refugiou-se uns dias no Brasil. Quando voltou ela tinha morrido: não sabe se se aplica a ela a frase “morrem mais pessoas de mágoa do que de radiações”.

Vamos no avião. O meu tio sente-se detestável por ter abandonado Caroline no que deveria ter sido o dia do seu casamento.

Em Tóquio apanhamos o comboio-bala para Quioto. Instalámo-nos no Tawaraya Inn. Vestíamos quimonos e dormíamos no chão. Nem cadeiras, nem mesas, nem jornais, nem livros.

Mais tarde, nesse ano, visitei a minha mãe na África Oriental. Ela falou-me da juventude do meu tio, pouco feliz com as raparigas. Ela acusava-o de me desencaminhar de uma carreira de maior sucesso. Ela não tinha a mínima pista de que o seu irmão era um Cidadão da Eternidade. A minha humildade com Treckie indignava-a. Um homem como o meu pai nunca se teria atirado a uma mulher como Treckie. 

Páginas 107-108: 

Alguns colegas mais novos japoneses convidaram-nos para uma festa noturna numa casa de strip: jovens misses Osaka, Yokohama, Nagasaqui,..., desfilaram, em gaiolas, vestidas de teenagers estudantes e depois do strip tease, abriram os joelhos e acariciaram-se em frente às dezenas de homens executivos que seriamente as observavam. O meu tio ficou chocado.

No Natal seguinte casou com Matilda Layamon. Não sei porque o fez, se o que queria era calma e ordem.

Página 115:

Matilda era uma das muitas raparigas europeias bonitas que a minha mãe aconselhava e recebia em festas em nossa casa, em intercâmbios. Seria uma espécie de teste que ela fazia à fidelidade do meu pai ou não punha a possibilidade de ele se sentir atraído por elas?

Quando Matilda se casou com o meu tio comunicou-o à minha mãe.

A minha mãe escreveu-me da Somália a dizer que estava na altura de eu casar também, talvez com Dita Schwartz, mas era agora que o meu tio precisava mais de mim.

Fui eu que apresentei Matilda ao meu tio. Ele decidiu casar sem me dizer nada antes e eu senti-me traído. O meu tio era mais meu do que o meu pai e a minha mãe, casal fechado num círculo próprio.

O meu tio não me parece muito feliz com a ideia do casamento. Irá abandonar a vida devassa. Pediu-me para eu ficar no apartamento dele, uma vez que ia viver com Matilda no Roanoke.

A estranha mudança na vida do meu tio, enquanto noivo: passava o tempo na Parrish Place, a mansão da família de Matilda, conversas com os sogros ricos, sobre assuntos a que teria de se adaptar. Matilda é uma mulher inteligente, vivida e com uma personalidade forte. E a jactância do sogro, com revelações que o meu tio preferia não ter sabido sobre o passado revolucionário e hippie punk de Matilda.

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E a profusão de comentários do sogro a elogiar e a depreciar a filha e a apreciar o meu tio (até olhou por cima do urinol para ver a sua “ferramenta” e aprovou-a. Os dias que passou com Matilda em casa dos sogros foram penosos: Benn sentia-se fora do seu meio, um noivo desorientado.

O meu tio Benn abandonou a noiva Caroline no dia do casamento.

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O pai de Matilda encarregou Chetnik, um juiz que decidiu um processo contra o meu tio Benn, a favor do tio do meu tio, Harold Vilitzer, e que casou Benn com Matilda, de recuperar o dinheiro que o meu tio Benn perdeu para Harold Vilitzer, para pagar a restauração do Roanoke, para onde o meu tio Benn irá viver com Matilda.

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Marquei um encontro com Fishl Vilitzer, primo do meu tio Benn, um trafulha que não se dá com o pai, Harold Vilitzer. E ele explicou que o pai de Matilda, o velho Layamon, convidou Chetnik para lhe casar a filha, para que este reabra o processo da Electronic Tower é assim possa recuperar os milhões de dólares para o meu tio Benn e, por inerência, para Matilda. Além disso, o governador Stewart quer ver o velho Vilitzer na prisão para alargar o seu poder.

196

Eu, com 35 anos, ia tentar zelar pelos interesses do meu tio.

214

A minha relação com Dita Schwartz, complexada com a sua pele, mas mais interessante do que muitas das minhas outras mulheres, apesar de um pouco menos atraente.

227

A mãe de Treckie, Tanya Sterling, propõe-me juntar-se a mim para ficarmos com a minha filha, Nancy, alegando que a mãe não a está a criar devidamente.

234

Depois de o sogro o passear pelo hospital a ver velhas nas camas, parece propor ao meu tio que enfrente Vilitzer. O meu tio apenas quer “assentar com uma mulher afetuosa”.

250

Pelos vistos, apesar de se terem casado, Matilda e o meu tio não parecem ser o homem e a mulher da vida um do outro: ver episódio do xerife bêbedo.

300

O meu tio enfrentou Harold Vilitzer para lhe propor que ele lhe devolvesse 2000000 de dólares. O velho tentou dar-lhe um soco  e recusou.

320

Matilda recusou abdicar de ficar com os milhões de Harold Vilitzer que acha que o meu tio Benn tem direito. Harold ficou afetado fisicamente com o episódio. O meu tio decide ir vê-lo à Florida antes que morra, antes de ir de lua de mel para o Brasil.

330

Consigo que Treckie me deixe ficar com a minha filha Nancy. Conto criá-la com Dita. Nancy tem 3 anos.

350

Vilitzer morreu e foi cremado. O meu tio desistiu de ir para o Brasil e de Matilda e foi para o Pólo Norte, observar líquenes.

domingo, 16 de maio de 2021

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

"O mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado é o infinito para as andorinhas." 

(Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis)

domingo, 9 de maio de 2021

Uma agulha no palheiro - J. D. Salinger

O dia em que Holden Caulfield, o narrador, saiu da Escola Secundária Pencey, em Agerstown, Pensilvânia, expulso pelo diretor Thurmer, por ter 4 negativas (em 5 disciplinas) e não se interessar pelo estudo. Já frequentou 4 escolas, desde  Whooton School à Elkton Hills, por não suportar cretinos.

 A despedida do velho professor Spencer. Holden tem 17 anos agora, mede 1,90m. Vive em Nova Iorque. Tem um irmão em LA, D. B., e a uma irmã, Phoebe.

ANALEPSE

Diz que é o maior mentiroso da Terra. Vivia em Pencey. O vizinho de quarto era Robert Ackley. Este entra quando Holden está a ler e perturba a leitura. Holden partilha o quarto com o Stradlater, que Ackley odeia, por achar que sofre bullying dele. Stradlater tem uma namorada.

Stradlater pediu a Holden que lhe faça uma composição de inglês; namora com uma ex-vizinha de Holden: Jane Gallagher. 

Aos sábados ia ao cinema ou passear com Ackley em Agerstown. Holden teve um irmão que morreu quando ele tinha 12 anos.

Furioso por Stradlater ter dito que esteve com Jane Gallagher no carro, Holden atacou-o e ele deu-lhe um murro no nariz.

Decidiu abandonar Pencey e ficar num hotel em NY. Regressaria a casa, em NY, depois de a mãe receber a notícia de que tinha sido expulso de Pencey.

Viajou de noite num comboio. Conheceu a mãe do insuportável Ernie Morrow.

Chegou a NY e pensou em telefonar a Sally Hayes, uma rapariga com quem costumava passear. Foi para o Hotel Edmont.

Holden já teve sexo com algumas miúdas, mas nenhuma delas lhe agradou especialmente. Telefonou para uma amiga de um amigo, sem sucesso.

A irmã Phoebe tem 10 anos e é muito esperta: Holden fala-nos dela. Capítulo aparentemente misógino: no bar do hotel com 3 raparigas descritas como estúpidas.

11.Holden conta-nos como conheceu Jane.

12.Vai de táxi para o bar Ernie. Conversa com o taxista sobre os patos e os peixes do Central Park, no inverno. No Ernie descreve mais pessoas muito estúpidas. Mas nem conseguiu excitar-se e achou a cena deprimente. Ela saiu sem nada ter acontecido.

13.Voltou ao hotel. O groom perguntou se estava interessado numa pândega com uma prostituta: aceitou. Queria obter alguma prática para o caso de um dia se casar.

14.Sonny a prostituta, Maurice o Groom foram ao quarto de Haldon exigir 5 dólares. Haldon levou um murro fortíssimo no estômago.

15.De manhã telefonou a Sally Hayes. Era domingo e só deveria ir para casa na terça ou na quarta-feira.

16.O pai de Haldon é advogado e rico. A mãe ficara nervosa desde que Alley morreu.

17.O encontro com Sally: disse-lhe que a amava e ela respondeu que também o amava. Foram patinar para o Radio City. Haldon disse-lhe que odiava a normalidade, propôs-lhe fugirem e ela foi-se embora.

21.Depois de bêbedo, entrar de noite no Central Park, decide ir a casa para falar, às escondidas com a irmã.

22.Entrou em casa. Os pais foram a uma festa. Acorda Phoebe. Ela diz-lhe que ele foi expulso de Pencey. Que ele nunca gosta das coisas que acontecem seja onde for. Ele nega, mas não se lembra de nada de que goste. Lembra-se só de um aluno em Elkton Hills, que se suicidou. Até que diz se ela quer saber o que ele gostaria de ser: o salvador de crianças que, num campo de centeio à beira de um precipício, correm o risco de cair e morrer. 

23.Depois telefonou ao antigo professor de inglês, mr Antolini.

Os pais chegam mas não o descobrem. Ele chora junto de Phoebe e depois sai.

24.Mr. Antolini conta a Haldon que o pai dele já sabe do seu insucesso. E disse-lhe que tinha a impressão de que ele estava a caminhar para um fim terrível: “A queda que eu julgo que te espera é de uma espécie particular, horrível. Um homem quando cai só sabe que caiu quando atinge o fim da queda. Afunda-se lentamente. As coisas complicam-se com as pessoas que passam a vida inteira à procura de um ambiente que o seu meio social não lhes pode oferecer ou que elas julgam que não se lhes pode oferecer. Desistem. Desistem mesmo antes de iniciarem a busca. Estás a compreender?”

Holden dormiu no sofá. Acordou durante a noite com a mão de alguém a acariciar-lhe a cabeça: era mr. Antolini. Holden vestiu-se, despediu-se dali a toda a velocidade.

25. Holden decide fugir para Oeste. Envia um bilhete a Phoebe para se despedir dela e lhe devolver o dinheiro que ela lhe tinha emprestado. Encontram-se num museu e ela leva uma mala com ela: para fugir com ele. Discutem e ela zanga-se. Ele diz-lhe que já não vai embora: vão ao Zoo e ela anda de carrossel. Ele sente-se feliz.

26. Holden regressa a casa e adoece. Irá estudar para outra escola no próximo ano.



À ESPERA NO CENTEIO, J. D. SALINGER
Tradução de José Lima

Poderia ser um manual para escrita de ficção: uso consistente da linguagem; caracterização das personagens pela sua ação; bons diálogos. 

Este livro poderia ter sido escrito na terceira pessoa e usando uma linguagem literariamente neutra, menos coloquial? Poderia, mas não teria o mesmo efeito. Isto porque a construção do personagem (Holden Caufield), um dos mais icónicos da cultura popular norte-americana, é conseguida não porque o leitor tenha uma vista privilegiada sobre o estado interior de Holden, mas sim sobre a forma por vezes distorcida, com pontos cegos, como o próprio se vê e age. É brilhante a forma como o personagem é montado pelas suas ações para com os outros, que são sintomas, reações e oclusões de estados interiores. Poderíamos dizer que o narrador não é fiável, mas não é exatamente esse o caso… não é mal-intencionado, mas apenas limitado no seu comportamento por zonas demasiado tenras para serem pisadas.

A cena que dá origem ao título do livro (The Catcher in the Rye) é também curiosa, porque se parece enquadrar nesta espécie de distorção que afeta o personagem. Falando com a irmã mais nova, que o põe em causa, dizendo que não ele não se importa com nada, Holden fala-lhe de uma fantasia de ser o ‘catcher in the rye’, apanhando as crianças que correm pelo centeio, antes que caiam num penhasco próximo. Esta imagem seria baseada num poema de Robert Burns (Comin’Through the Rye) que, como a irmã indica, este terá ouvido mal… não é “Se alguém apanha alguém que atravessa o centeio”, mas sim “Se alguém encontra alguém…” Holden, que está num processo de alienação para com o mundo adulto, deseja proteger estas crianças que caem sem perceber nesse mundo.

No final do romance, Holden é colocado perante um dilema. Avisa a irmã que vai fugir de casa e combina encontrar-se com ela para se despedir. Mas a irmã aparece com malas, para o acompanhar, e não a consegue demover. Se é a decisão certa para ele, porque não para ela? Que importa a escola e tudo mais? Se ele pode ‘desperdiçar’ a sua vida, porque não ela? Holden fica primeiro furioso e depois decide ficar em casa – o que constitui uma decisão ‘adulta’, no que isso poderá de bom e mau. A cena do carrossel é uma reconciliação com inocência infantil de que abdicara. Os miúdos no carrossel tentam agarrar um anel dourado e talvez possam cair: mas não está certo que alguém lhes diga alguma coisa; se caírem, caíram. Talvez seja esta a diferença entre apanhar ou encontrar alguém no centeio.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Dom Casmurro - Machado de Assis



1. Do título: O narrador adota o nome Dom Casmurro, porque cochilou no trem enquanto um rapaz lhe queria mostrar uns poemas.

2. Do livro: A casa em que vive é uma cópia que mandou construir da casa em que cresceu, na infância. Por meio da escrita, o narrador procura viver novamente o passado. Irá narrar “uma célebre tarde de setembro”.

1857

3. A denúncia: José Dias diz à mãe de Bentinho, a D. Glória, que o miúdo, de 15 anos, anda envolvido com a Capitu, de 14 anos, a filha dos vizinhos, a gente do Pádua. O advogado Cosme, tio do Bentinho, diz que não se passa nada

4. Um dever amaríssimo

5. O agregado: José Dias é o médico da família e da aldeia. O pai de Bentinho foi eleito deputado e José Dias passou a viver na casa de Bentinho. Depois acabou por confessar que não era médico, mas continuou na casa, como se fosse da família, mesmo depois de o pai de Bentinho morrer.

6. Tio Cosme: Tio Cosme, D. Glória e a prima Justina, viúvos, vivem juntos.

7. D. Glória: Tinha 31 anos quando enviuvou de Pedro de Albuquerque Santiago. Tem 42 em 1857.

8. É tempo: É tempo de tornar “àquela tarde de novembro” (mas divaga)

9. A ópera: Diálogo do narrador, Santiago, com o cantor lírico Marcolini.

10. Aceito a teoria

11. A promessa: A mãe, como o primeiro filho nasceu morto, prometeu a Deus que se lhe nascesse o segundo filho o faria padre. Por isso, convencido de que seria esse o seu destino, até a brincar com Capitu brincava às missas. Aos quinze, como  a mãe não falava disso, julgou que a promessa estava esquecida.

12. Na varanda: O narrador, quando aos 15 anos ouviu as palavras de José Dias percebeu o que se passava no seu interior e que o que sentia por Capitu era o amor.

13. Capitu: O narrador tentou dizer a Capitu o que sentia por ela.

14. A inscrição no muro, feita por Capitu: BENTO E CAPITOLINA

15. Outra voz repentina: O pai de Capitu interrompe-os antes de falarem o que sentem. Vai mostrar os pássaros a Bentinho.

16. O administrador interino: Pádua, o pai de Capitu, empregado de repartição, durante uns meses foi administrador interino e quando deixou de o ser entrou em depressão. Depois recuperou e dedicou-se aos pássaros.

17. Os vermes que roem os livros.

18. Um plano: Irritada porque querem mandar Bentinho para o seminário, Capitu sugere-lhe que diga a José Dias que já não tem vocação e que prefere ir estudar leis para São Paulo.

19. Sem falta: Bentinho volta para casa para ir falar com o agregado, o José Dias.

20. Mil padre-nossos e Mil Ave-Marias: Bentinho promete rezar tudo isso, se José Dias arranjar maneira de ele não ir para o seminário.

21. Prima Justina: Justina vive na casa por favor da mãe de Bentinho. Ele pede que ela fale com a mãe dela, mas ela diz que não tem coragem, por se tratar de uma promessa tão antiga.

22. Sensações alheias: Bentinho desabafou com a Justina o que sentia por Capitu. Irá sofrer consequências?

23. Prazo dado: Bentinho pede a José Dias que conversem no dia seguinte.

24. De mãe e de Servo: José Dias fazia de mãe e de servo de Bentinho: achava que ele era um prodígio na aprendizagem.

25. No passeio público: a conversa com José Dias: José Dias começa por falar mal dos Pádua. Finalmente, o Bentinho faz-lhe o pedido.

26. As leis são belas: José Dias, perante a perspetiva de acompanhar Bentinho à Europa, caso ele vá estudar leis, promete falar com a mãe de Bentinho.

29. O imperador. Bentinho pensou ir pedir a intermediação do imperador (que vive ali no Rio de Janeiro), mas não passou de um sonho acordado.

30. O santíssimo sacramento aos defuntos: José Dias e Bentinho foram no cortejo à frente com duas varas. O Pádua teve de se contentar com uma tocha, por culpa de José Dias.

31. As curiosidades de Capitu: Capitu era curiosa, inteligente, sensível e gostava de música.

32. Olhos de ressaca: Bentinho admira a beleza de Capitu

33. O penteado: Bentinho penteia Capitu, por trás. O primeiro beijo.

34. Sou homem! Chega a mãe de Capitu, D. Fortunata e interrompe-os. Bentinho sente-se homem. O primeiro beijo é a sua melhor recordação.

35. O protonotário Apostólico: O padre Cabral.

36. Ideia sem pernas... Bentinho procura beijar Capitu outra vez.

37. Bentinho tenta beijar Capitu e ela foge-lhe: só o beija quando pai dela aparece e está quase a chegar junto deles.

38. Que susto, meu Deus! O pai, Pádua, chegou.

39. A vocação para padre ou para médico?

40. Uma égua

Bentinho pensa contar à mãe os seus amores, para lhe mostrar a falta de vocação pra padre.

41. A audiência secreta

Bentinho confessa à mãe que não sente vontade de ser padre. Ela reiterou a seriedade da sua promessa.

42. Capitu refletindo.

Bentinho arrepende-se de ter falado com a mãe antes de José Dias o fazer, como lhe pedira e ele prometera.

43. Você tem medo?

44. O primeiro filho

Depois de uma conversa tensa, com troca de ironias, Capitu diz a Bentinho que quer que, quando ele for padre, lhe batize o primeiro filho.

45. Bentinho ficou atónito, com a perspetiva de ver Capitu casada com outro

46. As pazes

O amor entre eles trouxe a reconciliação 

48. Juram nunca se casar a não ser um com o outro. Bentinho poderá ir para o seminário mas não será padre.

53. A caminho do seminário: chorou muito, Bentinho.

55. O melhor capítulo: os únicos dois versos de um soneto

56. No seminário começou a dar-se muito bem com Ezequiel de Sousa Escobar...

58. Bentinho ficou perturbado ao ver as meias e as ligas de uma mulher que caiu na rua.

61. Bentinho pede a José Dias que o tire do seminário dentro de alguns meses. José Dias quer que Bentinho finja que tosse ... para ir viajar com ele pela Europa. Bentinho fica com ciúmes quando José lhe diz que Capitu deve andar com outros rapazes... 

63. Bentinho passa os fins de semana em casa com a mãe e com Capitu.

67. A mãe de Bentinho adoece. Ele tem um pensamento que o enche de remorsos: se a mãe morrer acaba o seminário.

70. Sinhazinha Sancha, amiga de Capitu, e o pai conhecem Bentinho.

71. Visita de Escobar. Capitu sentiu ciúmes.

73. Um dandy que passava na rua a cavalo para ir ver a namorada olhou muito para Capitu e Bentinho teve ciúmes.

76. Capitu diz-lhe que ele não deve duvidar do amor dela.

78. Bentinho conta sobre Capitu e sobre não querer ser padre, a Escobar, e este diz-lhe que também não quer ser padre, mas comercial.

95. José Dias propõe ir com Bentinho a Roma pedir ao Papa que o liberte da promessa.

96. Capitu com medo de Bentinho iria a Roma e para a mãe esquecer propõe: D. Branca oferece a Deus um padre que não necessita de ser Bentinho, pode ser um substituto, um órfão.

97. A saída do seminário. Bentinho tem 17 anos. 

98. Aos 22 era bacharel em Direito. A mãe de Capitu morrera. Escobar casa com Sancha.

101. Capitu e Bentinho casam em 1865.

103. Passam 2 anos. Falece o pai de Capitu. Escobar terá traído Sancha, mas têm uma filha. Bentinho gostava de ter um filho.

109. Têm um filho, Ezequiel, e neste capítulo já tem 5 anos.

118. A mão de Sancha: Bentinho e Sancha sentem-se atraídos um pelo outro!!

122. O enterro de Escobar, que morreu afogado.

126. Bentinho sente ciúmes do olhar de Capitu para o morto e das suas lágrimas no funeral.

128. Sancha vai para o Paraná.

130. Bentinho anda deprimido.

131. O narrador recua a 1872, antes de Sancha ir embora.

132. Bentinho conclui que Ezequiel, pelas cada vez maiores semelhanças, é filho de Escobar!!!

134. Bentinho vai comprar veneno para se matar e escreve uma carta a Capitu.

136. Enche uma chávena com café e o veneno para se matar. Chega Ezequiel e diz «Papai, papai»!

136. Bentinho dá a chávena de café a Ezequiel, mas recua e abraça-o, e diz que não é pai dele!!

138. Capitu entra e pergunta o que se passa. Ele explica que disse a Ezequiel que não era pai dele. Capitu pergunta porquê! Ele diz-lhe que sabe que Ezequiel é filho de Escobar. Ela diz-lhe que nem os mortos escapam aos ciúmes dele. 

139.Ezequiel entra. Capitu e Bentinho olham para ele e para a fotografia de Escobar e, mais uma vez, Bentinho tem a certeza de que Ezequiel é filho de Escobar. Capitu sai com Ezequiel para a missa.

140. Capitu volta da missa e diz a Bentinho que a separação é indispensável.

141. A solução: Capitu foi com Ezequiel para a Suíça.

142. Morrem a mãe de Bentinho e José Dias

143. Já na atualidade, já Dom Casmurro, na casa nova, Ezequiel já um homem visita o “pai”: é o retrato de Escobar seminarista quando Bentinho o conheceu. Capitu morrera na Suíça. Dom Casmurro assume o “filho”. Ezequiel não sabe que Bentinho pode não ser o pai dele.

146. Ezequiel morreu 11 meses depois, de febre tifoide, em Jerusalém.

147. Dom Casmurro entreteve-se depois disso com algumas mulheres, ocasionais.

«Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti.»


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